Justiça determina reintegração de posse em fazenda de João Lyra
Decisão da Vara Agrária de Minas Gerais favorece movimento denominado União Nacional de Luta Camponesa (UNLC); fazenda integra massa falida da Laginha
O juiz Octávio de Almeida Neves, da Vara Agrária de Minas Gerais, determinou, nessa quinta-feira, a reintegração de posse da Fazenda Campo Limpo, em Canápolis (MG), ocupada pelo Movimento União Nacional de Luta Camponesa (UNLC).
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A fazenda, invadida no dia 1º de setembro, faz parte da Massa Falida da Laginha Agroindustrial, conhecida como Grupo João Lyra, e deve ser vendida junto às duas usinas mineiras do grupo, a Triálcool e a Vale do Paranaíba. A audiência para entrega de propostas está marcada para o dia 16 de novembro, às 10h30.
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O pedido de reintegração de posse foi apresentado pelo administrador judicial da Massa Falida, João Daniel Marques Fernandes, e pelo gestor judicial, Henrique Cunha, sob o temor de depredação do patrimônio que vai servir para pagar as indenizações de milhares de trabalhadores do grupo falido.
Prefeituras mineiras


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Em julho deste ano, as fazendas e as unidades industriais mineiras da Massa Falida do Grupo João Lyra motivaram visita feita por comissão de prefeitos de Minas Gerais ao Tribunal de Justiça de Alagoas. Os chefes dos executivos de Canápolis e Capinópolis, além de membros de outras prefeituras afirmaram temer invasões, saques e depredação do patrimônio das usinas.
"Tememos que a deterioração das usinas ponha em risco o pagamento de trabalhadores e de nossas prefeituras, que também são credoras e aguardam receber os pagamentos em atraso", declarou Diógenes Borges, prefeito de Canápolis, sobre o montante que totaliza cerca de R$ 10 milhões.
Em agosto, a Usina Vale do Paranaíba sofreu uma tentativa criminosa de incêndio. Não houve danos, mas o fato levou a Administração Judicial da Massa Falida a pedir celeridade à Justiça, para que as unidades sejam vendidas ou arrendadas.
