Família de delegado federal assassinado cobra celeridade para julgamento
Irmãos de Milton Omena e advogado da família querem levar Milton neto a júri popular
Nove meses após o assassinato de Milton Omena Farias, a família do delegado federal aposentado decidiu quebrar o silêncio nesta quinta-feira (19). Os irmãos da vítima e o advogado que os representa convocaram a imprensa nesta manhã para cobrar celeridade no processo contra Milton Neto e defender, nas palavras deles, a honra do delegado.
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De acordo com eles, o principal suspeito no crime - que é neto da vítima - foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por homicídio qualificado. No entanto, o processo estaria parado na Comarca de Paripueira, aguardando uma decisão da Justiça.
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Thiago Pinheiro, advogado que representa a família, afirma que fez provocações à magistrada para que o processo tivesse seguimento, mas que, até o momento, não houve avanços. "O réu sequer foi citado para responder essa denúncia. Nós fizemos várias provocações, pedindo que o processo ande e que efetivamente seja feita justiça, através de júri popular".
O advogado acrescenta que a denúncia do MPE afastou a tese de legítima defesa e classifica a morte do delegado federal aposentado como "vingangaça privada". "A família quer trazer quem verdadeiramente era o neto. Ele foi tentar fazer uma espécie de vingança privada. O que houve foi algo premeditado, não foi uma visita de cortesia. Ele foi até o condomínio no intuito de fazer justiça com as próprias mãos", pondera Thiago Pinheiro.


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Na oportunidade, Marivaldo Omena, irmão da vítima, afirmou que a família de Milton Omena quer apenas justiça. "A gente está há sete meses chorando. A família quer justiça. Não quer nada mais, nada menos do que justiça. Não há explicações para uma atitude como esta, por parte de um menino que meu irmão criou desde o nascimento até os 23 anos, fazendo cursos pagos pelo meu irmão na Europa", observa.
Segundo ele, além de levar o acusado a júri popular, a família quer resgatar a honra do delegado federal aposentado. "Não foi surpresa [o crime]. Desde os sete anos de idade a gente percebia que ele [Milton Neto] era prepotente e arrogante. Para nós não foi novidade. Papai tá com 97 anos e lúcido. Ele perguntou: Milton como está o Neto? Meu irmão disse que ele estava tranquilo. Mas, ele foi com a irmã ao condomínio, visitou o meu irmão por menos de 10 minutos. Depois, deixou a irmã na entrada do condomínio e voltou. Pegou meu irmão de surpresa na cozinha. Nós vamos a qualquer instância para que seja feita justiça".
