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Estrondo assusta funcionários do Portugal Ramalho e ala é isolada após surgimento de rachaduras

Por causa disso, a Defesa Civil de Maceió isolou uma das alas por segurança

Um estrondo assustou funcionários do Hospital Portugal Ramalho no último sábado (12) e teve como consequência o surgimento de novas rachaduras na unidade psiquiátrica que fica localizada no bairro do Bebedouro, afetado pelo afundamento do solo, em decorrência das atividades da Braskem. Por causa disso, a Defesa Civil de Maceió isolou uma das alas por segurança.

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Quatro funcionários estavam em uma sala onde funciona o posto de enfermagem do Hospital Portugal Ramalho, quando ouviram um forte barulho. Assustados, eles saíram do local correndo. Nesta semana, rachaduras já podiam ser vistas no setor, que se mantém isolado.

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Segundo a coordenadora de um dos setores de atendimentos da unidade psiquiátrica, Ana Patrícia, tem sido difícil nas últimas semanas trabalhar na localidade por conta das rachaduras no prédio.


				Estrondo assusta funcionários do Portugal Ramalho e ala é isolada após surgimento de rachaduras
Funcionários temem novas rachaduras que surgiram na unidade psiquiátrica. TV Gazeta

“Estamos trabalhando na insegurança, com medo mesmo. Ficamos até intimidado de vim até para o setor. Têm funcionários que estão com medo de vim dar a sua carga horários. Os funcionários que estavam de plantão sentiram um estrondo grande. Foi estrondoso mesmo”, relata a coordenadora à TV Gazeta.

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Segundo o Hospital Portugal Ramalho, após a ocorrência, a Defesa Civil avaliou o prédio e solicitou que, até o resultado do laudo, a ala permanecesse fechada. Na segunda-feira (14), de acordo com o hospital, a Defesa Civil explicou por telefone que a ocorrência registrada foi em decorrência do mesmo problema visto em outras vistorias e que a solução a ser feita são as obras de contenção, já solicitadas em relatórios anteriores.

O hospital informou ainda que está aguardando documentação da Braskem, para poder iniciar as obras, que tem como finalidade minimizar os riscos, até que o hospital seja realocado para outro lugar.

O hospital tem 164 leitos e existe há 64 anos. Ele iria passar por uma reforma geral, que foi adiada porque a estrutura está na área de instabilidade do solo onde a mineradora Braskem atuava. O Ministério Público Federal se reuniu com a direção do Hospital Ramalho para buscar a indenização.

Braskem informou à TV Gazeta que negocia com o hospital a assinatura de um termo de compromisso para iniciar a manutenção necessária neste momento e que a realocação definitiva segue o mapa de desocupação da área.

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