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Escorpiões: biólogo explica por que não tentar matá-los com inseticida

No susto ao encontrar escorpiões, algumas pessoas acabam recorrendo aos inseticidas comuns. Biólogo explica ineficácia e riscos da conduta


				Escorpiões: biólogo explica por que não tentar matá-los com inseticida
Hugo Barreto/Metrópoles

Encontrar um escorpião dentro de casa costuma causar bastante desespero. Em meio ao susto, muita gente corre para pegar um inseticida ou outro tipo de veneno na tentativa de eliminar o animal rapidamente. No entanto, o que a maioria das pessoas não sabe é que esta atitude pode ser mais perigosa do que parece.

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Isso porque os escorpiões costumam reagir quando se sentem ameaçados e, ao serem atingidos por produtos químicos, podem tentar fugir e se esconder em frestas, ralos, móveis ou outros locais de difícil acesso — aumentando o risco de um encontro inesperado mais tarde. Além disso, muitos dos inseticidas domésticos vendidos para uso geral não são eficazes contra eles.

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Os riscos

Ao Metrópoles, o biólogo Fabrício Escarlate destaca que a principal recomendação é não tentar matar o animal, mas sim capturá-lo ou isolá-lo com segurança. Segundo ele, essa conduta reduz o risco de acidentes durante uma tentativa de eliminação e evita as chances de partenogênese induzida pelo estresse. “Evite contato a todo custo”, alerta.

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Outro problema é que o uso indiscriminado de venenos pode representar riscos para moradores e animais de estimação, especialmente em ambientes fechados. Dependendo do produto, também há possibilidade de contaminação do ambiente sem que o problema com os escorpiões seja resolvido.

“O escorpião não vai correr atrás da pessoa nem atacar de forma ativa; normalmente ele vai tentar fugir ou se esconder”, ressalta o docente de Ciências Biológicas do Centro Universitário de Brasília (CEUB).

O que fazer?

De acordo com o especialista, ao encontrar um dos aracnídeos, o ideal é manter distância, impedir que crianças e pets se aproximem e, se for seguro, capturá-lo com um recipiente e um objeto rígido, como um pedaço de papelão.

Em casos de infestação ou aparecimento frequente, a orientação é procurar o serviço de controle de zoonoses ou uma empresa especializada. “A atenção deve ser redobrada e uma dedetização pode ser necessária para reduzir o risco de infestação”, lembra.

Se ocorrer uma picada, lave o local apenas com água e sabão e procure atendimento médico imediato. O alerta é ainda maior se a vítima for uma criança, um idoso ou apresentar sintomas como dor intensa, vômitos, suor excessivo ou dificuldade para respirar. Também é importante não fazer torniquetes, cortes nem aplicar substâncias caseiras.

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