Em uma semana, operações da PF e MPE cumprem 46 mandados em seis cidades alagoanas

Os alvos das operações foram o prefeito de Rio Largo, quatro secretários, servidores e auditores fiscais

Mais de 40 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco cidades alagoanas, durante operações da Polícia Federal e do Ministério Público Estadual. Os alvos das operações foram o prefeito de Rio Largo, quatro dos seus secretários, servidores, e auditores fiscais. As ações fazem parte de investigações sobre desvio de dinheiro e fraudes tributárias. Além dessas duas, outra operação da PF prendeu uma pessoa, em Maceió, por suposto envolvimento em crime de lavagem de dinheiro.

A primeira operação foi desencadeada em 10 de agosto, pelo Ministério Público e outros órgãos como as polícias Civil, Militar e Penal de Alagoas, assim como órgãos policiais de São Paulo, Receita Federal e Procuradorias-Gerais de Alagoas e do estado paulista. Os alvos foram auditores fiscais suspeitos de integrarem organização criminosa especializada no cometimento de fraudes societárias e tributárias.

Denominada de Operação Plástico Quimérico, a ação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, sendo 10 no estado alagoano. Desses alvos, oito foram cumpridos em Maceió e outros dois em Palmeira dos Índios, Agreste de Alagoas.

De acordo com o MPE, o grupo emitiu, por meio de empresas de fachada, estimados, R$ 76 milhões em notas fiscais ideologicamente falsas, causando prejuízos aos tesouros estaduais A pedido do Gaesf, o Judiciário alagoano também determinou o bloqueio de contas-correntes de pessoas físicas e jurídicas no valor total inicial de mais de R$ 9 milhões, além de bens móveis e imóveis.

Já no dia 11 de agosto, um dia depois, a Polícia Federal também realizou diversos mandados de busca e apreensão em uma operação que resultou no afastamento do prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves, quatro secretários (educação, saúde, assistência social e finanças) e outros servidores.

Ao todo, a operação Beco da Pecúnia cumpriu 35 mandados de busca e apreensão nas cidades de Maceió, Rio Largo, Messias, São Sebastião, Paripueira e Palmeira dos Índios. Ela faz parte da investigação que apura possíveis crimes de desvios de recursos públicos federais, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com recursos do FUNDEB e SUS.

De acordo com a investigação, teriam ocorrido possíveis ilegalidades nas contratações e respectivos pagamentos realizados pelo município de Rio Largo/AL, em favor de duas pessoas jurídicas, para aquisições de material de construção, peças e serviços para veículos, as quais teriam recebido do citado município o valor aproximado de R$ 20 milhões.

A investigação identificou que, entre 2019 e 2022, foram realizados 245 saques “na boca do caixa” de contas de tais empresas, com o valor individual de R$ 49 mil, logo após terem recebido recursos de contas do município de Rio Largo/AL, visando burlar o sistema de controle do Banco Central/COAF, que prevê a obrigatoriedade das instituições bancárias informarem automaticamente transações com valores iguais ou superiores a R$ 50 mil.

Para o cumprimento das medidas foram empregados 162 Policiais Federais nessa fase ostensiva da Operação.

A Polícia Federal confirmou ainda que prendeu nesta sexta-feira (12), uma pessoa, no bairro da Jatiúca, em Maceió, durante a operação policial Espelho Branco 2 para desmantelar esquema criminoso de lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas e outros crimes, envolvendo liderança de facção criminosa com movimentação ilícita milionária no Ceará.

*Com assessorias