Em dois meses, sistema prisional registra aumento de 30% de casos de Covid
Segundo o CNJ, entre 15 de junho e 21 de setembro, os registros subiram 359% no Brasil
O sistema prisional alagoano registrou acréscimo de casos confirmados do novo coronavírus. Um aumento de mais de 30% em dois meses. Agora, são 221 infectados entre servidores e reeducandos. Além disso, houve três óbitos, números que não sofreram alteração nesse período.
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De acordo com a assessoria da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), 27 casos suspeitos de Covid ainda estão sendo investigados. Do total de 221 notificações, 154 são servidores do sistema prisional e 67 reeducandos. Todas as três vítimas que não resistiram às complicações da Covid eram funcionárias dos presídios.
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"A limpeza e higienização constantes das unidades prisionais, além da distribuição de álcool 70%, bem como de máscaras de proteção individual, estão entre as ações que buscam minimizar o contágio pelo vírus. Mesmo assintomáticos, todos os reeducandos que dão entrada no sistema prisional cumprem um período de isolamento de 15 dias, sendo monitorados por equipe multidisciplinar da Gerência de Saúde da Seris. Todos seguem assistidos por equipe multidisciplinar - composta, inclusive, por médico infectologista - no hospital de campanha do sistema prisional", detalha a Seris.
Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no Brasil, entre 15 de junho e 21 de setembro, os registros subiram 359%, passando de 678 para 3.110 ocorrências no período e que a maior concentração dos óbitos de trabalhadores do socioeducativo se manteve na região Nordeste durante esses meses.


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"Em julho, 78,6% do total de mortes havia sido registrado em estados nordestinos, e em setembro esse índice foi de 57,1%. O Sudeste concentra atualmente 19% dessas mortes, as regiões Sul e Norte concentram 9,5% das ocorrências cada, e o Centro-Oeste 4,8%", informa trecho de publicação no portal do CNJ.
