É melhor jogar na loteria quando prêmio está acumulado, diz professora
Acumulado pela 14ª vez consecutiva, o sorteio do Concurso 2.150 da Mega-Sena vai pagar um prêmio de R$ 275 milhões
A realização do sonho de virar milionário acertando na loteria é mais vantajosa para os apostadores quando os prêmios estão acumulados, é o que diz a probabilista e professora emérita do Departamento de Matemática da Universidade de Brasília (UnB) Chang Chung Yu Dórea. Isso talvez explique as diversas filas de apostadores nas lotéricas nos vários cantos do país. Amanhã (11), a Caixa sorteia o terceiro maior prêmio da história da Mega-Sena, perdendo apenas para duas Megas da Virada.
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Acumulado pela 14ª vez consecutiva, o sorteio do Concurso 2.150 da Mega-Sena vai pagar um prêmio de R$ 275 milhões. A chance de uma aposta de seis números ganhar o prêmio é de um em 50 milhões. Ou seja, probabilisticamente, é mais fácil ser acertado por um raio, cuja chance de acidente é de 1 em 1,5 milhão de acontecer, do que levar a bolada da Mega.
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A professora, diz que apesar de a chance de acerto continuar o mesmo, o valor do prêmio compensa o risco. "Eu sempre digo que vale a pena jogar quando o prêmio acumula. Vou pagar os mesmos R$ 3,50 pela aposta, a minha chance de ganhar continua a mesma, mas se acertar eu ganho mais", disse Chang Chung. "Já que vai jogar; joga quando acumula. Nesse caso vale a pena ficar na fila, justifica a fila".
Segundo a Caixa, o prêmio que será sorteado no sábado pode ser o maior prêmio já pago na modalidade, considerando-se apenas os concursos regulares (sem Mega da Virada). Caso apenas um ganhador leve o prêmio e aplique todo o valor na poupança, receberá mais de R$ 1 milhão em rendimentos mensais (R$ 1.021.625).


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Sequência de números
Na última quarta-feira, mais uma vez ninguém acertou as seis dezenas sorteadas: 21-23-37-44-46-48. Questionada sobre a grande repetição de concursos acumulados, a professora disse que o motivo não se deve aos números sorteados. Chang Chung disse que, do ponto de vista da matemática, não há diferença entre as dezenas sorteadas e que os resultados anteriores, com números sorteados quase em sequência, não interferem no concurso seguinte.
"Esses números em sequência ou próximos não tem nada a ver. Todos os números têm a mesma probabilidade de sair, tanto pode sair 1,2,3,4,5,6 como os sorteados na quarta", disse.
Efeito da crise
A matemática levanta a hipótese de que talvez as pessoas atualmente estejam apostando menos nos concursos "normais", sem prêmios acumulados, do que há cinco anos. Ela diz ainda que isso pode ser um efeito da crise na economia, o que explicaria a quantidade de pessoas tentando a sorte nas lotéricas.
"Para explicar você teria que ter os dados de bilhetes vendidos há dez, cinco anos. Uma hipótese é que se está vendendo menos bilhetes do que antes. A recessão econômica pode ter feito com que as pessoas não apostem", disse. "É do comportamento natural do ser humano tentar uma solução mágica nessas situações. Aí é que ele joga mesmo".
Fórmula mágica
Perguntada sobre os sites que oferecem dicas de como ganhar na loteria, fórmulas e outras receitas para conseguir acertar as seis dezenas, Chang Chung adverte que não existe fórmula mágica, mas concorda que cada vez que a palavra "acumulada" aparece, mais pessoas se mostram predispostas a tentar a sorte.
"Não tem técnica para jogar, se tivesse técnica científica, eu já estaria milionária", brinca. "Todos os números têm a mesma probabilidade científica de serem sorteados. É puro achismo de quem defende uma fórmula, até porque, cada um tem um número que gosta, uma superstição, mas isso não tem base científica".
