Dias após denúncias de fraude no concurso da PM, comando-geral diz que aguarda investigação

Com a suspeita, candidatos ao cargo de soldado resolveram acionar a justiça – através de uma ação popular – para pedir a suspensão do certame

Dias após as denúncias sobre supostas fraudes praticadas no concurso da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), o comando-geral da Polícia Militar de Alagoas publicou nota, no final da tarde desta terça-feira (14), em suas redes sociais, para dizer que confia nos trabalhos de investigação e que participa apenas da fase de entrega da documentação do certame.

"O comandante-geral da Polícia Militar vem a público esclarecer que, diante das informações veiculadas sobre uma possível fraude no concurso público que oferta vagas para soldado e oficial da PMAL, que esta instituição não participa da fase inicial do certame e que a coordenação, elaboração, execução e correções das provas objetivas, bem como exames físicos e psicotécnicos, ficam a cargo e gestão da empresa organizadora, neste caso a Cebraspe”, explica trecho da nota.

De acordo com o Comando-Geral da PM, a corporação confia nas investigações conduzidas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e pela Polícia Civil e espera que os fatos sejam esclarecidos e resolvidos conforme a legislação em vigor. Com o indício de fraude, candidatos ao cargo de soldado resolveram acionar a justiça para pedir a suspensão do certame.

As suspeitas de fraude no concurso começaram na sexta-feira (10), quando um homem, identificado como Willamys Dias Soares, foi preso em Maceió por desacato. Ele teria dito aos policiais, que atenderam uma ocorrência de pertubação de sossego, que estava comemorando a aprovação no concurso da PMAL e que teria acertado 100 questões que marcou na prova do concurso, que tinha 120.

Investigações

Nessa segunda (13), a Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) informou que vai abrir um inquérito para apurar as denúncias de compra de gabarito na prova do concurso, realizado no dia 15 de agosto de 2021. As investigações serão acompanhadas pelo Ministério Público de Alagoas (MP/AL). Além do órgão ministerial e da PC/AL, a SSP determinou que as supostas irregularidades sejam investigadas.

Além disso, uma ação popular movida por candidatos que fizeram a prova para o cargo de soldado pede a suspensão do certame, alegando indícios de fraude. O advogado José da Silva Moura Neto pede o pagamento de R$ 3 milhões a título de danos morais.