Detran-AL vai fazer "vista grossa" para condutores em situação irregular
Proprietários de veículos com licenciamento atrasado e motoristas com CNH vencida não serão punidos em virtude da greve dos servidores do órgão
Em entrevista àTV Marna manhã desta terça-feira (27), o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran-AL), Antônio Carlos Gouveia, afirmou que os condutores com pendências no licenciamento e na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e que forem abordados em alguma blitz podem ficar despreocupados. É que, em razão da suspensão de todas as atividades após a decretação da greve dos servidores, o órgão decidiu fazer "vista grossa" enquanto durar a paralisação.
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De acordo com Gouveia, a população não pode ser prejudicada pela greve que já dura quase um mês. "Não posso permitir que um cidadão de bem seja prejudicado pela greve. Portanto, seu veículo não pode ser recolhido devido ao não pagamento. Como ele vai pagar se o órgão não está funcionando?", indagou o diretor-presidente do Detran.
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Na oportunidade, Gouveia também afirmou que o atual cenário é de "absoluta perplexidade". "Tenho feito o que posso para gerar um ambiente diferente no Detran, retirando o órgão das páginas policiais. Mudamos o Detran em 2015", avaliou.
E o diretor-presidente reforça que a pauta de reivindicações - que passa pela autonomia administrativa e financeira, pela revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e pela necessidade de realização de concurso público para 210 novos servidores - só pode ser atendida pelo governo estadual, com o Detran apenas intermediando o processo de negociação.


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Já sobre a audiência de conciliação realizada nessa segunda-feira (26) - ocasião em que os servidores grevistas decidiram analisar uma proposta de trégua de oito dias, em razão dos prejuízos aos usuários -, Antônio Carlos Gouveia destacou a importância do encontro, mas externou sua preocupação quanto à possibilidade de a Justiça intervir ainda mais neste processo.
"Isso porque existe uma série de atenuantes que restringe a possibilidade de o governo cumprir a pauta defendida pelos trabalhadores", emendou.
