Criminosos voltam a extorquir familiares de pacientes em falsos procedimentos
Hospital particular situado no bairro do Farol foi alvo do golpe, já praticado no início do ano, no HGE
Golpistas voltam a amedrontar familiares de pacientes internados em unidades de saúde de Maceió. Desta vez, o alvo foi um hospital particular situado no bairro do Farol, onde a filha de uma idosa internada na UTI, por pouco, não pagou R$ 1.500 por um falso procedimento para salvar a mãe, que estaria morrendo. A informação partiu de um telefonema, cujo golpista pedia certa quantia em dinheiro.
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Segundo informações da TV Gazeta, a mãe da aposentada Elionilda Oliveira ficou 79 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por causa de uma parada respiratória. Teve alta na última quarta-feira (4), mas na semana passada, a família recebeu uma ligação preocupante.
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"A pessoa disse que minha mãe fez um exame e que este exame deu uma hemorragia no pulmão e que ela tinha que fazer outro procedimento; porém, o plano de saúde demorava de cinco a seis dias para poder liberar e que tinha que ser feito de imediato. Perguntei quanto era, a pessoa disse que era R$ 1500 e que, dentro de trinta a quarenta dias, o plano iria ressarcir", relatou a aposentada, acrescentando que, na ligação, a pessoa se identificou com um nome de um médico da UTI.
Como não conseguiu o dinheiro, a filha da paciente ligou para o hospital, o que a livrou do golpe. "Falei com uma enfermeira lá, perguntei o que estava acontecendo com minha mãe e ela disse que minha mãe estava bem. Contei sobre a ligação, ela disse que era um golpe e que cinco famílias tinham recebido o mesmo telefonema, sendo que uma delas pagou", reforçou Elionilda.


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A direção do hospital alegou que este tipo de golpe começou há três anos e voltou acontecer agora. Vários procedimentos administrativos foram abertos, mas o hospital ainda não conseguiu provar o envolvimento de nenhum funcionário. Já que não conseguiu chegar aos criminosos, a unidade de saúde iniciou uma campanha educativa com a entrega de panfletos aos pacientes.
A diretora médica, Marta Mesquita, alerta que a unidade jamais faz ligações para tratar de questões financeiras e diz que os golpistas só escolhem "vítimas" que têm planos de saúde. "Como existem algumas brechas de medicamentos e exames que o convênio não cobre, existe uma rotina de pagar por isso e ser ressarcida depois. Nessa lacuna, existe a rotina do golpe".
Em janeiro
A Polícia Civil (PC) começou a investigar o golpe, que estaria sendo aplicado no Hospital Geral do Estado (HGE), com a conivência de funcionários.
"Recebemos uma ligação de uma pessoa se passando por médico do HGE e avisando que um parente estava com determinada doença e que precisava fazer um exame com urgência, mas que o procedimento só seria realizado mediante uma quantia em dinheiro que deveria ser depositada em uma determinada conta, mas que seríamos ressarcidos depois. Em meio ao desespero, assim fizemos", relatou Lucélia, citando que o suposto médico ligou novamente para a família, "comemorando" o pagamento. "Ele ainda nos chamou de idiota".
