Com paralisação de 24h nos Correios, 250 mil cartas devem se acumular em Alagoas
Funcionários aderiram à mobilização nacional e reivindicam melhores condições de trabalho
Cerca de 250 mil correspondências não serão entregues no Estado nas próximas 24 horas em função de uma paralisação dos funcionários dos Correios. Eles se reuniram nesta quarta-feira (27), em um ato público em frente à agência da Rua do Sol, no Centro de Maceió, para protestar contra a falta de condições de trabalho.
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A paralisação, que acontece até quinta (28), envolve carteiros, operadores de triagem, atendentes comerciais e a área administrativa. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa dos Correios, Altannes Holanda, falta combustível para a frota de quase 300 veículos e os pneus estão carecas.
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Além disso, aponta ele, a categoria luta ainda contra a falta de segurança, a carência de 100 carteiros no Estado - hoje Alagoas conta com 106 agências e aproximadamente 600 carteiros - e contra a privatização dos Correios. A mobilização, porém, acontece nacionalmente.
"A falta de atenção dada pela direção dos Correios é proposital, porque querem jogar a população, que já está revoltada com a demora na entrega, contra a categoria, abrindo margem para a privatização. Se houver a privatização, o dinheiro será destinado para o bolso dos empresários. Nós e a população alagoana precisamos de respeito".


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Em Alagoas, o ato conta com 250 funcionários, que seguiram em passeata em direção ao Ministério Público do Trabalho, onde protocolaram um ofício com todas as reivindicações. De lá, eles seguiram para o prédio do antigo Produban, também no Centro, para uma concentração.

O presidente do sindicato ressaltou que a categoria vai fazer hora extra para dar conta da demanda acumulada pela paralisação. "Hoje, várias agências do interior estão fechadas. Para a entrega das cartas que não vão chegar à população neste dia, faremos hora extra ainda esta semana para repor a demanda", afirmou Altannes.
Ele disse que a categoria não pede novo concurso público, mas quer também que sejam chamados os que estão no cadastro de reserva do concurso de 2011. "Entramos na Justiça Federal e houve a prorrogação do prazo. Há 200 candidatos esperando uma resposta", reforçou.
