Centro cirúrgico do HGE funciona sem ar-condicionado há 1 semana, revela Sinmed
Presidente do sindicato cobra providências do governo e diz que pacientes correm risco alto de morte por infecções
O presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), Marcos Holanda, denunciou, nesta terça-feira (28), que há mais de uma semana o centro cirúrgico do Hospital Geral do Estado (HGE) está funcionando sem ar-condicionado, afetando a rotina das cirurgias e colocando os pacientes em risco alto de morte por infecções. A situação demonstra, mais uma vez, o descaso do governo Renan Filho para com a unidade de saúde. Na semana passada, outras denúncias já foram feitas.
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Apesar do problema, ele garantiu que os médicos não estão se negando a trabalhar e continuam realizando as cirurgias. Isto não quer dizer, segundo o sindicalista, que a qualidade do serviço não esteja comprometida.
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"Não dá mais para continuar da forma como está. É impossível trabalhar em um centro cirúrgico sem ar-condicionado. Os colegas estão passando mal durante as cirurgias, ficam molhados de suor e, o pior, a vida dos pacientes está em risco", conta.
Holanda detalha que são três salas de cirurgia disponíveis no HGE e, no instante em que ele fez a denúncia, havia seis pacientes na fila para serem operados. "Estamos vivendo uma situação de terror aqui dentro. O diretor do HGE, o secretário de Saúde ou o governador devem ser responsabilizados por este descaso", avalia o presidente do Sinmed/AL.


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Ele diz que registrou o descaso em fotos e só decidiu divulgar nos meios de comunicação por considerar o episódio extremamente grave, levando em consideração o risco de morte dos doentes. "Os pacientes estão caminhando para morrer, seja por infecção ou por falta de uma sala adequada para as cirurgias. O governador quer que a gente dê uma de doido, então é isso que vou fazer", comenta.
PROBLEMAS
Na semana passada, aGazetawebexpôs a gravidade dos problemas existentes no HGE. O Conselho Estadual de Saúde (CES) elaborou um relatório no qual detalha o descaso, que pode colocar em risco a vida de pacientes e acompanhantes. Segundo o documento, o hospital não tem projeto elétrico e de combate a incêndio/plano de contingência.
Os conselheiros também descobriram que os extintores estão vencidos desde 2018. Nos lugares onde têm geradores, não há extintores de incêndio e não tem circulação de ar. O número de técnicos de segurança é a metade do que seria necessário - há apenas três -, quando, segundo o conselho, deveriam ser seis.
O OUTRO LADO
Apesar da versão dos médicos e da confirmação do sindicato, por meio de nota, o HGE informou que o problema foi pontual e que os equipamentos estão funcionando. A versão oficial vai de encontro aos relatos dos profissonais que lá trabalham e que, mesmo cas dificuldades e os inúmeros desafios diários, tentam realizar suas funções.
Abaixo, confira a nota.
O Hospital Geral do Estado (HGE) esclarece que os ares condicionados dos centros cirúrgicos, de urgência/emergência e eletivo, no momento funcionam normalmente, e que o ocorrido foi por um curto espaço de tempo. E ressalva que a atual gestão se encontra em fase de reestruturação dos projetos estruturais, elétricos, hidrossanitários, incêndio e pânico.
