Bairros atingidos por rachaduras se tornam focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya

Abandono do local por causa do afundamento do solo e acúmulo de entulhos e lixos têm facilitado a proliferação do inseto

Os bairros afetados pela rachaduras, em especial o Pinheiro, tornaram-se foco de proliferação do mosquito Aedes Aegypti. O abandono, em decorrência do afundamento do solo, as casas vazias e o acúmulo de entulhos e lixos têm facilitado a presença do inseto na localidade. O problema disso é que ainda há moradores que residem na região e que têm tomado, por conta própria, medidas para se prevenirem da dengue, da zika e da chikungunya.

Somente em um condomínio localizado no bairro do Pinheiro, 18 pessoas foram diagnosticadas com dengue e chikungunya, como o síndico Carlos Pedrosa. "Amanheci com febre e dores nas articulações, nas pernas, nas costas e fui trabalhar e no trabalho veio a ânsia de vômito, não aguentei fui para o hospital e foi constatado chikungunya.

Para controlar a situação, os próprios moradores têm contratado, por meio do condomínio, serviços de pulverização do ambiente, na tentativa de matar o mosquito. "Para minimizar, estamos contratando essa empresa, mas para o condomínio isso vai ficar muito inviável, porque precisamos disso aqui no mínimo uma vez por semana", afirma o administrador de um condomínio, Wendell Barros, em entrevista à TV Gazeta.

A comparação do número de casos de dengue, chikungunya e Zika este ano em relação ao mesmo período de 2021 mostra um aumento de 741,7%; 1.200% e 378,3%, respectivamente. Os dados se referem ao mês de janeiro até o dia 15 de maio.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em Alagoas, foram registrados 4.495 casos de dengue entre janeiro até 15 de maio deste ano, contra 534 do mesmo período do ano passado.

Com relação à chikungunya, o estado registrou 705 casos este ano e 54 no mesmo período de 2021. E quanto à Zika, foram confirmados 177 casos nos primeiros quatro meses e meio de 2022 contra 37 do mesmo período do ano anterior.

Na primeira semana deste mês, o Ministério da Saúde confirmou a primeira morte por chikungunya em Alagoas em 2022. A vítima morava na Região da Zona da Mata, em Colônia Leopoldina. Era um homem de 49 anos, que estava internado no Hospital Regional da Mata.

*Com TV Gazeta