Associação justifica denúncia do Sindpol sobre ausência de peritos no IML
Segundo a entidade, número de profissionais é insuficiente para atender à demanda
A Associação dos Médicos Legistas de Alagoas encaminhou uma nota à Gazetaweb, no início da noite deste sábado (3), esclarecendo matéria veiculada no portal sobre a denúncia feita nessa sexta-feira (2), pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol), a respeito da ausência de peritos no Instituto de Medicina Legal (IML) de Maceió durante plantões.
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Por meio da nota, a entidade afirma ser público e notório em todos os setores da Secretaria de Segurança Pública (SSP) que médicos legistas se ausentam do IML por um período de 2 horas, durante os horários de almoço e jantar, para que possam realizar as refeições e higiene pessoal, uma vez que o Estado não oferece alimentação nem condições estruturais minímas durante os plantões de 24 horas.
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Segundo a entidade, normalmente o médico-legista se ausenta das 18h às 20h, porém em dias de transferência de presos, como o volume de exames cautelar é muito grande, costuma extrapolar esse horário.
A entidade ressalta que no IML de Maceió trabalham 16 médicos-legistas, em plantões de 24 horas, com apenas dois profissionais por plantão.


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Diz, ainda, que o IML de Maceió é responsável pelo atendimento da capital e 59 outros municípios, para atender à demanda regular do órgão que consiste em: autópsias (exame de cadáveres vítimas de morte violenta ou suspeita), exames cautelares de presos (onde o preso chega a fazer 3 a 4 vezes o mesmo exame); exames em vítimas de agressões físicas; exames DPVAT (vítimas de acidente de trânsito em busca do seguro); exames em vítimas de abuso sexual; demanda produzida por Conselhos Tutelares (crianças vítimas de violência); demanda Judicial (produzir pareceres técnicos para juízes); exames externos hospitalares e domiciliares; e exumações externas. Segundo a entidade, há hoje no IML 50 corpos que para serem sepultados, outros precisam ser exumados nos cemitérios públicos para abrir vaga.
Por fim, a associação afirma que após realizar todos estes exames, o médico-legista precisa produzir os laudos periciais para entregar no prazo legal.
Diz que desde o início do atual governo, os médicos-legistas estão negociando o aumento do contingente e que o governo se sensibilize e promova a nomeação dos aprovados no último concurso da Perícia Oficial do Estado de Alagoas.
