Após mais de um mês, vazão do Rio São Francisco é reduzida para 3.000 m³/s
A redução da vazão ocorrerá a partir das Usinas Hidrelétricas de Sobradinho (BA) e Xingó (SE)
Desde janeiro de 2021, a vazão do Rio São Francisco elevou a um patamar não visto há 13 anos, chegando a 4.000 m³/s. Nesta segunda-feira (7), a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) anunciou a redução do volume de água no Velho Chico para 3.000 m³/s até o próximo sábado (12). Até a quinta-feira (10), a vazão será reduzida a 3.500 m³/s.
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A redução da vazão ocorrerá a partir das Usinas Hidrelétricas de Sobradinho (BA) e Xingó (SE).
Segundo a Chesf, a redução está prevista porque houve a diminuição na incidência de chuvas no alto São Francisco e porque há a necessidade de manutenção dos níveis dos reservatórios na Bacia do São Francisco. Isso porque já se aproxima o final do período úmido que ocorre entre final de abril e início de maio.
As vazões ora anunciadas deverão permanecer no patamar indicado até nova avaliação. No entanto, a companhia alerta para a possibilidade de aumento no nível do rio. "A Companhia chama atenção, ainda, para a importância da não ocupação das áreas no leito do Velho Chico, haja vista eventual aumento no nível do Rio, durante o período úmido".


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Retirada de comerciantes
Devido ao aumento da vazão, comerciantes que atuam na Prainha de Penedo, local bastante frequentado por moradores e turistas, precisaram deixar o local, em janeiro.
Naquele mês, o aumento da vazão aumentou gradativamente de 800 m³/s para 4000 m³/s, com elevação entre dois e três metros nas margens. Isto impactou diretamente na paisagem ribeirinha e também nas atividades que dependem do nível das águas. Exemplo disso é a captação para abastecimento humano. De acordo com a Agreste Saneamento, o volume foi tamanho que impactou, inclusive, nos equipamentos preparados para este tipo de situação.
A vazão no Rio São Francisco também atingiu a última canoa de tolda, a Luzitânia, original da época do Brasil Colônia e que estava encalhada em um banco de areia no Rio São Francisco, em Pão de Açúcar, no Sertão de Alagoas. A canoa foi tombada em 2012 como patrimônio histórico nacional pelo Iphan.
*Com Chesf



