Alagoas enfrenta estiagem e debate necessidade de novas barragens
Movimento Barragens Já! defende planejamento para ampliar a segurança hídrica e cobra propostas dos pré-candidatos ao Governo de Alagoas

A discussão sobre segurança hídrica ganhou força em Alagoas diante do avanço da estiagem em municípios do interior. O cenário também levantou o debate sobre a necessidade de construção de barragens para ampliar a disponibilidade de água durante períodos de seca.
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A proposta é defendida por Wadson Regis, que coordena o movimento Barragens Já!. Para ele, Alagoas precisa investir em planejamento e infraestrutura para evitar que a falta d’água seja enfrentada apenas quando a crise já estiver instalada.
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Como comparação, o movimento cita o planejamento adotado em São Paulo. O governo paulista trabalha com a construção das barragens de Pedreira, no rio Jaguari, e Duas Pontes, no rio Camanducaia, planejadas para armazenar água nos períodos de chuva e garantir maior disponibilidade durante as estiagens.
Segundo o Governo de São Paulo, os dois reservatórios terão capacidade conjunta de 85 bilhões de litros e deverão beneficiar cerca de 5,5 milhões de pessoas.


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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, voltou a defender essa lógica de planejamento durante o debate realizado pela Band, no último domingo (9), com Fernando Haddad.
Para Wadson Regis, a mesma lógica deveria ser adotada em Alagoas. Ele defende que a discussão sobre segurança hídrica não deve ser tratada como uma questão de esquerda ou direita, governo ou oposição, mas como uma necessidade de planejamento.
O movimento também cita o Ceará como exemplo. Sob a liderança de Ciro Gomes, o estado construiu uma política de enfrentamento à escassez hídrica baseada em infraestrutura e antecipação dos problemas. O Canal do Trabalhador, implantado durante sua gestão, tornou-se um dos símbolos dessa estratégia.
Municípios em situação de emergência
A cobrança ocorre diante da situação de municípios alagoanos afetados pela estiagem. Em abril de 2026, Piranhas, São José da Tapera e Palmeira dos Índios tiveram o reconhecimento federal de situação de emergência em razão do agravamento da seca.
Em maio, Estrela de Alagoas e Maravilha também estavam entre os municípios alagoanos afetados pela estiagem.
Para Wadson, o cenário deve servir de alerta para uma mudança de postura, com Alagoas deixando de administrar a falta d’água somente durante os períodos de crise e passando a planejar a segurança hídrica do estado.
Segundo ele, a construção de barragens não atenderia apenas ao abastecimento humano. A proposta também envolve irrigação, produção agrícola, geração de oportunidades, prevenção de enchentes e desenvolvimento econômico.
Cobrança aos pré-candidatos
A discussão também alcança a sucessão estadual. JHC e Renan Filho, apontados no material como os principais pré-candidatos ao Governo de Alagoas, são cobrados a apresentar propostas para garantir a segurança hídrica do estado.
Entre os questionamentos estão quais são os planos para a área, onde seriam construídas barragens, qual seria o cronograma de execução e quanto seria investido.
Enquanto São Paulo trabalha na construção de reservatórios para ampliar a segurança hídrica, o movimento Barragens Já! defende que Alagoas também se antecipe às próximas estiagens.
“Tem que ser política de Estado”, enfatiza Wadson.
