Nino, ex-Flu, ainda não conseguiu ver filho recém-nascido no Brasil
Campeão da liga nacional, zagueiro pode faturar o segundo título no domingo e chegar a três troféus em sete meses: "Essas renúncias valeram a pena"

O zagueiro Nino, contratado pelo Zenit no começo do ano, pode fechar sua primeira temporada na Rússia com dois troféus. Após conquistar o Campeonato Russo no fim de semana passado, o clube de São Petersburgo pode faturar a copa do país no próximo domingo, o que faria o brasileiro chegar a três taças conquistadas nos últimos sete meses, junto à Copa Libertadores com o Fluminense.
Tudo em um só lugar.
Receba as principais notícias do Gazeta Esportes no WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Antes da decisão contra o Baltika, o zagueiro comentou o esforço de emendar a temporada brasileira na europeia, estando na ativa há um ano e meio sem descanso.
Leia também
- Foi, sem dúvida, um período de transformações pessoais e profissionais. Muitas mudanças e conquistas importantes e gratificantes. Sensação de esforço recompensado. Temos mais uma oportunidade de título, e depois, sim, descansar. Seria o terceiro título em sequência, que o clube não conquista há muito tempo e que é difícil lutar junto com o Campeonato Russo - disse Nino.
O sacrifício do jogador ao rumar para o futebol russo não envolveu apenas a mudança de calendário e também de rotina no país do Leste Europeu. Nino precisou acompanhar de longe os últimos meses de gravidez de sua esposa Larissa, e a viu dar à luz Antônio, o segundo filho do casal, no dia 25 de abril. O zagueiro ainda não conseguiu ver o filho recém-nascido e conta os dias para reunir a família.


Cabo Bebeto promete independência na Assembleia: "Pauta ruim terá meu cofronto"

Após eleger segunda cadeira do PL, Cabo Bebeto quer levar direita às câmaras municipais

Cabo Bebeto anuncia giro por Alagoas para ampliar votação de Flávio Bolsonaro

Cabo Bebeto espera que JHC anuncie apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
- Foi uma situação muito difícil. Optei junto à minha esposa pelo nascimento do nosso filho acontecer no Brasil. É muito difícil estar longe deles. Minha filha, nos primeiros dias que vim, acordava chamando meu nome, e eu estava aqui. Mas ao mesmo tempo, em um ano importante para o clube, para conquistar o sexto título consecutivo e entrar para a história.

A mudança para a Rússia coincidiu com a troca no comando da seleção brasileira: Fernando Diniz, que treinava Nino no Fluminense, foi sacado do cargo para dar lugar a Dorival Júnior. O novo técnico não chamou o zagueiro do Zenit em sua primeira lista, em março, interrompendo uma sequência de convocações do jogador - que havia sido listado por Diniz e Ramon Menezes no ano anterior.
Por isso, o jogador de 27 anos apontou que não criou expectativas de estar na lista da Copa América, que será disputada a partir de 20 de junho, nos Estados Unidos.
- Nunca pude trabalhar com o Dorival, mas só ouço coisas boas de quem trabalhou. Estava com expectativa para a primeira convocação do ano, por ter ido todo o ano passado, ter acabado o ano muito bem. Mas essa da Copa América eu já sabia que eu não ia, pela primeira (convocação), em que meu nome não foi lembrado. Mas é algo que vou seguir trabalhando para que um dia aconteça, porque segue sendo meu sonho. Mas estou muito em paz com o que tenho vivido aqui no Zenit - comentou.
O fato de estar no futebol russo, para Nino, não deve ser impeditivo para que seja convocado mais uma vez para defender o Brasil, como nos tempos de Fluminense.
- Por tudo que já vivi, consegui disputar uma Olimpíada, ser campeão. No ano passado, consegui me manter convocado várias vezes, pelo Ramon Menezes e pelo Fernando Diniz. E creio que consegui deixar boas impressões nos treinamentos, no jogo que joguei. Já teve jogador do Zenit disputando a Copa do Mundo pelo Brasil, o Campeonato Russo tem crescido, se reforçado, é um campeonato difícil. Não vejo motivo para não estar no radar.
O nome de Nino chegou a ser envolvido em especulações nos últimos meses sobre um possível retorno ao futebol brasileiro ainda em 2024. O defensor, entretanto, garantiu que procurou não dar atenção a tais notícias e que não recebeu nenhum tipo de contato oficial por parte de seu empresário.
- Não é algo que passe pela minha cabeça voltar ao futebol brasileiro agora. Estou feliz aqui, com o que tenho vivido, com o tamanho do clube que eu jogo, tudo que o clube me oferece. Não é algo que passa na minha cabeça, e espero continuar na minha trajetória aqui no Zenit, no futebol europeu. Continuar realizando esse sonho que sonhei por tanto tempo e hoje tenho a oportunidade de realizar - pontuou o atleta.
