Terceiro brasileiro a correr na F1, Nano da Silva Ramos morre aos 100 anos
Piloto do Brasil correu na elite do automobilismo entre 1955 e 1956

Hermano da Silva Ramos morreu na última segunda-feira (4) aos 100 anos. Terceiro piloto a representar o Brasil na Fórmula 1, Nano, como era conhecido, deu entrada em um hospital da França no domingo (3) para tratar de uma pneumonia, mas acabou não resistindo. Ele era o ex-piloto mais velho da categoria ainda vivo.
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Nascido em dezembro de 1925, em Paris, Nano se mudou para terras brasileiras para seguir as origens de seu pai. No país, o piloto então iniciou sua trajetória no automobilismo em março de 1947, quando tinha apenas 21 anos. De volta à França, começou a participar de corridas com carros esportivos, como a 24 Horas de Le Mans, por exemplo.
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A estreia na principal prova do Mundial de Endurance (WEC) aconteceu em 1954, mas logo foi interrompida após problemas na suspensão. No ano seguinte, teve sua participação marcada por um verdadeiro livramento. A edição será, para sempre, lembrada pela a maior tragédia da história do esporte a motor, com mais de 80 mortes.
Carreira na F1


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Nano chegou à Fórmula 1 em 1955 pela equipe Gordini. Sua estreia aconteceu no GP da Holanda daquele ano, quando terminou em oitavo lugar. Com isso, tornou-se o terceiro piloto brasileiro a correr na categoria, após Chico Landi e Gino Bianco.
Entre 1955 e 1956, Hermano disputou sete grandes prêmios de Fórmula 1 representando o Brasil. Em destaque, o melhor desempenho de Nano na elite do automobilismo foi no GP de Mônaco de 1956. Largando da 14ª posição, o piloto terminou a corrida em quinto lugar – resultado que lhe rendeu os dois únicos pontos da carreira na categoria.
