Roger Machado diz seguir firme na luta
Técnico comentou ataque racista ao atacante do sub-20 do Palmeiras

Quase uma semana depois de entrar em campo com uma camisa preta com o distintivo do Internacional, no qual o topo do “I” é um punho cerrado, em homenagem ao atacante Luighi, do sub-20 do Palmeiras, o técnico Roger Machado falou sobre o assunto e disse seguir firme na luta. Não que não quisesse abordar o assunto antes. Após o Gre-Nal 445, sábado passado (8), a pergunta não surgiu. Nesta sexta-feira (14), na última entrevista antes do clássico decisivo do Campeonato Gaúcho, o questionamento enfim veio.
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Na terceira pergunta da coletiva desta sexta, o comandante colorado abriu o verbo:
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– Eu usei a camisa em homenagem a ele [Luighi] no primeiro Gre-Nal. Foi a tudo que ele sofreu. Penso que na lucidez da sua pouca idade e na imaturidade de um menino que se debulhava em lágrimas pelo crime cometido contra ele, para mim, ele deu uma das maiores declarações de lucidez dos últimos anos relacionado a isso.
A questão da formação foi o que mais marcou


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O treinador continuou, frisando que o que mais lhe marcou foi o garoto do Verdão ter mencionado a questão da competição ser de base, ou seja, de se trata de atletas em formação.
– O que eles estavam aprendendo? De que forma vão aprender com tudo que aconteceu? Me custa pensar que a punição para o caso foi muito branda. Daí, se espera que o esporte eduque a sociedade. Que a partir do esporte, nós, que estamos do lado de cá, passemos boas mensagens para fora. Sendo que de fora não vem coisas boas. O futebol é um extrato da sociedade. Não é só no Brasil, é no mundo inteiro. Os casos que se repetem com uma frequência muito grande e não há uma punição exemplar para que as coisas mudem de patamar. Mas a gente segue na luta! Seguimos firmes!
Para lembrar
Na partida de fase de grupos da Libertadores Sub-20, contra o Cerro Porteño, um torcedor do clube paraguaio, segurando uma criança no colo, imitou um macaco em direção ao atacante, que deixava o gramado rumo ao banco de reservas. Além do gesto racista, o jogador do Palmeiras também foi alvo de uma cusparada.
Em entrevista oficial depois do jogo, ainda no gramado, o jovem foi perguntado por um repórter da Conmebol sobre como foi a partida. Em resposta, Luighi desabou e chorou questionando o jornalista se ele não iria perguntar sobre o caso de racismo sofrido.

