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Marta acredita que demissão de Emily foi precipitada: "A gente precisa de tempo"

Assim como suas companheiras de seleção brasileira, ela pediu permanência da treinadora demitida na sexta-feira;

A principal jogadora da seleção brasileira de futebol feminino, Marta discordou da decisão da CBF de demitir a treinadora Emily Lima - ela foi desligada do comando na última sexta-feira. A jogadora do Orlando Pride, ao lado das companheiras de seleção, havia pedido a permanência da treinadora. Segundo ela, é preciso "tempo para trabalhar".

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Contratada em novembro do ano passado, Emily ficou cerca de 10 meses no cargo de treinadora da seleção brasileira. Ela foi demitida na sexta depois de uma reunião com Marco Polo Del Nero, presidente da CBF.

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- A minha opinião é a mesma que eu tinha quando trocaram o Vadão, a gente precisa de tempo para trabalhar. Não dá para fazer acontecer os resultados de um dia para o outro no futebol feminino, mas a gente sabe como nossa cultura no Brasil é baseada em resultados. Infelizmente, a gente teve vários resultados negativos, um atrás do outro. E eu não coloco a culpa na comissão. Muita gente pediu a permanência dela, nós atletas pedimos a permanência dela. É que as coisas, quando saem na mídia, saem muito destorcidas. As pessoas que realmente estão lá no dia a dia sabem o que aconteceu. A opinião é essa, a gente sabe da decisão do presidente. Como atleta, a gente tem que seguir trabalhando e respeitar isso. Quem vier, que venha com boas intenções, que faça as atletas voltarem a jogar. Porque mais de 50% da culpa da demissão é das atletas, não adianta falar que está fazendo um bom trabalho se, dentro de campo, não está mostrando o que realmente quer mostrar. Eu digo em frente às câmeras, a culpa é das atletas, quase que 90%. E os outros 10% talvez sejam da forma como foi dirigido tudo isso - disse em entrevista ao SporTV.

Marta esclarece que fez parte do grupo que desejava a permanência de Emily Lima. No entanto, diz que respeita a decisão da CBF e que espera principalmente uma mudança de postura das jogadoras.

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- Eu cheguei a pedir (a permanência dela), todas nós pedimos. Assim que acabou o jogo lá na Austrália, nos reunimos com o Marco Aurélio (Coordenador de futebol feminino da CBF) e pedimos a permanência da comissão toda. Ao mesmo tempo, eu cobrei todas as atletas para que elas realmente enxergassem o que estavam fazendo dentro de campo. Porque muito daquilo era devido ao nosso trabalho que não estava sendo feito de maneira adequada. Só que, quando fala na midia, fala somente de uma carta que mandaram para o presidente. Eu não assinei nenhuma carta, não assinei porque temos uma hierarquia, e naquele momento o Marco Aurélio era o cara que representava o presidente. Nós falamos com ele e esperávamos que ele chegasse ao presidente. Mas acredito que, quando chegou ao presidente, a decisão já estava tomada. Antes disso. eu tinha me reunido com algumas atletas e tinha proposto uma ligação para o presidente, que aí ele não tinha como dizer que não recebeu carta ou outro recado. Mas isso não aconteceu. E só agora que estão colocando nas minhas costas, por esse simples fato. Mas futebol é assim, e a gente está aí. Vamos seguir trabalhando como sempre - encerrou ela.

A delegação feminina chegou quinta da Austrália depois de duas derrotas em amistosos para a equipe do país (3 a 2 e 2 a 1). No Torneio das Nações, em julho, nos Estados Unidos, empatou em 1 a 1 com o Japão, perdeu para os EUA por 4 a 3 e para as australianas por 6 a 1. No final de 2016, Emily venceu com a seleção o Torneio Internacional de Manaus, vencendo a Itália na decisão. Em abril, derrotou a Bolívia.

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