Fora do Mundial, Daniele Hypolito vira a página e mira seleção de 2018
Ginasta abraça novo desafio de olho em estabilidade financeira para início da corrida olímpica de Tóquio 2020
O ouro na trave da etapa da Copa do Mundo de Varna no começo deste mês colocou a dúvida na cabeça dos fãs de ginástica artística. Será que Daniele Hypolito não teria vaga na delegação brasileira para o Mundial de Montreal? A primeira medalhista do Brasil em Mundiais ficou fora da disputa no Canadá, entre 2 e 8 de outubro. Ela, porém, não se deixou abater, virou a página e já se prepara para a temporada 2018.
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- Temos os critérios a serem cumpridos. A comissão técnica que decide. Eles sabem o que é melhor para o Brasil. Se eles optaram por isso este ano, eles sabem o que estão fazendo. Talvez em outra situação não sei se estaria tranquila, mas recebi a notícia de uma maneira branda. Fico triste porque é uma competição importante, mas coloco outras coisas na frente, os anos de carreira que tenho, são cinco Olimpíadas e 13 Mundiais. Recebi a notícia tranquila - disse Daniele.
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No Brasileiro do início de agosto, a veterana de 33 anos alcançou o índice classificatório estabelecido pela comissão técnica. Dias depois de receber a notícia de que o Brasil só enviaria ao Mundial as jovens Rebeca Andrade e Thais Fidelis, Dani não se abateu e conseguiu o ouro na trave de Varna, com boas notas na sua primeira competição internacional da temporada.
- Temos que pesar na balança o que é importante hoje. Estou muito tranquila. O importante é cumprir meu dever como convocada, e fiz isso na Copa do Mundo, que era estar lá e voltar com um bom resultado. Acho que todo mundo ficou satisfeito. Sempre que a seleção precisar de mim vou estar pronta e apta. Nem sempre a gente vai estar em todas as competições. Não sou eu como atleta que vou reclamar ou discutir. É o momento de ter tranquilidade para o ano que vem.


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Daniele mira integrar a equipe brasileira do Mundial de 2018, em Doha. Um Mundial mais importante por ter a disputa de equipes e por distribuir as primeiras vagas para a Olimpíada de Tóquio 2020. A ginasta inclusive está entre as cinco pré-selecionadas para a seleção do ano que vem - além Rebeca e Thais, Flávia Saraiva e a juvenil Fabiane Valentin completam o quinteto.
O momento para Daniele é de garantir estabilidade financeira para ter tranquilidade na corrida olímpica. Isso pesou para que a ginasta abraçasse um novo desafio. Ela vai participar de um reality show. Até mesmo o casamento com o professor de dança Fábio Castro, antes programado para outubro, foi adiado.
- O esporte hoje, no ano pós-olímpico, a gente sabe que não está uma coisa muito tranquila, optei por outra coisa para cumprir com nossos deveres. Fora do ginásio somos pessoas comuns, temos obrigações, temos contas para pagar. Às vezes as pessoas não acreditam que o atleta passa por dificuldades por conta de aparecer na TV. Também temos que nos propor a desafios diferentes. Pode ser que eu fique duas semanas ou três meses (no reality show). Aí entra a parte do atleta determinado, vou lutar para ir até o final. Não deixa de ser uma competição.
Daniele hoje conta com o patrocínio da Faculdade Estácio de Sá e com patrocínio da Caixa através do clube de São Bernardo do Campo. A ginasta ainda vai contar com apoio da Caixa também via CBG (faltam apenas detalhes burocráticos) e tem em análise seu projeto no Bolsa Pódio, do Ministério do Esporte.
