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Daniel leva terceiro ouro no Rio, chega à 22ª medalha e encosta em recorde

Destaque da natação brasileira segue com 100% de aproveitamento e vence a final dos 50m costas na classe S5, subindo pela sétima vez no pódio

Se tem Daniel Dias na água, tem medalha. O nadador de 28 segue "acostumando mal" a torcida brasileira nos Jogos do Rio. Em sua sétima prova na competição, faturou a sétima medalha e levou o Estádio Aquático ao delírio. A desta sexta-feira foi a terceira dourada, após vencer a final dos 50m costas da classe S5, conquistando o tricampeonato. Com ela, o principal nome do esporte paralímpico do país chega a 22 pódios, tornando-se o segundo colocado isolado no ranking masculino de maiores medalhistas da modalidade em Paralimpíadas.

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Com um sorriso largo no rosto, como é de costume, Daniel entrou na área da piscina do Estádio Aquático quando foi anunciado pelo locutor. A torcida vibrou muito, e o recordista mundial ainda acenou para os torcedores antes de se preparar para a largada. Quando começou a prova, depois de um grito atrasar a saída dos aletas, o brasileiro não deu chances a nenhum adversário. Dominou do início ao fim e garantiu o ouro, com o tempo de 35s40, para delírio do público que lotou as arquibancadas. O britânico Andrew Mullen ficou com a prata (37s94). O húngaro Zsolt Vereczkei levou o bronze (38s92).

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- Teve aquele lance na saída que o cara gritou. Acredito que tenha atrapalhado um pouco todo mundo. Aquele momento é quando a gente está concentrado para fazer a prova. Depois a gente tentou concentrar novamente. Minha saída não foi das melhores, então no final estava vendo muita água espirrando do meu lado. Pensei: "tenho que dar um gás total aqui para finalizar bem a prova". Acho que consegui finalizar muito bem . Poder ter esse tricampeonato nessa prova - Pequim, Londres e agora aqui - é algo incrível. É espetacular, algo que vai marcar para sempre minha carreira, ainda mais com essa torcida.

Os outros dois ouros de Daniel na competição até agora vieram nos 50m e 200m livre da classe S5. Ele também foi prata nos 100m peito da classe SM4 e nos revezamentos 4x50m livre misto até 20 pontos e 4x100m livre até 34 pontos. O único bronze saiu nos 50m borboleta S5.

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Na quarta-feira, com a prata no 4x100m livre até 34 pontos, Daniel alcançou o segundo lugar no ranking da modalidade, mas ainda aparecia empatado com o canadense Timothy McIsaac, o norueguês Noel Pedersen e o japonês Junichi Kawai, com 21 medalhas. Agora, está isolado com 22. Caso suba ao pódio nas duas provas ainda previstas para nadar na Rio 2016, o fenômeno brasileiro alcançará a incrível marca de 24 pódios, ultrapassando o atual recordista da natação masculina, o australiano Matthew Cowdrey, que tem 23 e não disputa esta edição.

Maior medalhista em Paralimpíadas da história do Brasil, o nadador de Campinas (SP), que nasceu com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita, ainda disputa no último dia de competição, neste sábado, os 100m livre e, provavelmente, será escalado para o revezamento 4x100m medley masculino até 34 pontos.

CARLÃO FICA EM QUINTO NOS 100M LIVRE S13

Outro destaque brasileiro no penúltimo dia de competição, Carlos Farrenberg chegou perto de a segundo medalha nos Jogos do Rio. O veterano de 36 anos chegou a brigar pelo bronze no final dos 100m livre na classe 12 - para atletas com baixa visão -, mas perdeu ritmo nas últimas braçadas e ficou em quinto (53s81). Ihar Boki, de Belarus, garantiu seu quinto ouro (50s90 - recorde paralímpico).

- Gostaria de ter nadado melhor agora à tarde. Tentei mudar um pouco a estratégia,mas não deu certo dessa vez. Ainda assim, nadei duas vezes aqui na Paralimpíada para meus melhores tempos. Então, o balanço é bem positivo em um contexto geral ? disse Carlão, que na última quarta conquistou sua primeira medalha, com a prata nos 50m livre.

Além de Carlão, Edênia Garcia e Ronystony Cordeiro terminaram em 7º lugar nos 50m costas classe S4. Ela fez 55s50, enquanto o brasileiro completou sua final em 50s84.

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