Como joga Bruno Duarte, novo reforço do Vasco
Centroavante chega do Estrela Vermelha com bom histórico recente de gols

O Vasco acertou a contratação do centroavante Bruno Duarte, do Estrela Vermelha, da Sérvia. Aos 30 anos, o atacante chega para disputar a posição de camisa 9 e tentar resolver a falta de gols da equipe cruz-maltina. O jogador desembarca na noite desta quinta-feira (27) no Rio de Janeiro para realizar exames médicos e assinar contrato.
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Destro e com 1,83m, Bruno Duarte construiu a maior parte da carreira no futebol europeu. Com passagem pelas categorias de base de São Paulo e Palmeiras, teve sua primeira experiência profissional no Brasil pela Portuguesa, antes de seguir para o exterior. Nas últimas temporadas, passou a se destacar principalmente pela capacidade de balançar as redes.
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Em 2026, Bruno disputou cinco partidas pelo Estrela Vermelha e soma seis participações em gols, com três gols e três assistências. O desempenho ofensivo é uma das características que fizeram o Vasco voltar os olhos para o jogador, que chega como uma alternativa para aumentar a produção ofensiva da equipe.

Um centroavante que busca participar do jogo


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Apesar de atuar como referência do ataque, Bruno Duarte não é um jogador que fica preso dentro da área à espera das oportunidades. O atacante gosta de sair da zona central, participar da construção das jogadas e ter contato frequente com a bola.
Essa característica faz com que tenha um volume de ações com bola acima do que normalmente se espera de um centroavante mais tradicional. Por outro lado, a maior participação na construção também faz com que cometa mais erros de passe e perca algumas bolas no processo.
Bruno é um jogador que consegue gerar muitas oportunidades de gol e, consequentemente, costuma apresentar bons números ofensivos. Ao mesmo tempo, também desperdiça chances e não é conhecido por ser um atacante extremamente eficiente em todas as finalizações que recebe.
A velocidade é outra característica que chama a atenção. Mesmo com porte físico de centroavante, tem capacidade para atacar espaços e participar de transições, principalmente quando encontra campo para correr.
Pode jogar em dupla com Colidio
No futebol sérvio, Bruno Duarte também teve oportunidades de atuar em sistemas com dois atacantes. A característica abre uma possibilidade interessante para o Vasco, principalmente pela presença de Facundo Colidio, que tem como posição principal segundo atacante, no elenco.
Em um eventual esquema com dois homens na frente, Bruno poderia atuar como referência, enquanto Colidio teria mais liberdade para se movimentar ao seu redor. A utilização da dupla, porém, dependerá das escolhas do técnico Pedro Emanuel e da forma como o treinador pretende estruturar o ataque.
Números recentes mostram poder de decisão
A contratação também se apoia no histórico recente de Bruno Duarte. O atacante vem de duas temporadas com pelo menos 19 gols pelo Estrela Vermelha:
- 2025/26: 48 jogos, 19 gols e 6 assistências — Estrela Vermelha (Sérvia)
- 2024/25: 45 jogos, 20 gols e 5 assistências — Estrela Vermelha (Sérvia)
- 2023/24: 36 jogos, 14 gols e 4 assistências — Farense (Sérvia)
O Vasco, portanto, aposta em um jogador que apresenta uma sequência recente de temporadas com boa produção de gols, o que tem sido o grande problema do Vasco no segundo semestre.

Lesão de Brenner e falta de gols mudaram os planos do Vasco
No início da janela de transferências, a contratação de um centroavante não estava entre as principais prioridades da diretoria. Com recursos financeiros limitados, o clube precisava definir quais posições receberiam maior investimento.
A situação mudou após a lesão de Brenner. O atacante era um dos jogadores que vinham sendo utilizados na disputa pela posição ao lado de David e Spinelli, mas nenhum dos três havia conseguido se firmar como titular absoluto. Com a necessidade de encontrar mais uma alternativa para o setor, o Vasco voltou ao mercado e chegou a um acordo por Bruno Duarte.
A contratação, porém, precisou ser viabilizada dentro das limitações financeiras do clube. Sem a aprovação do novo empréstimo de R$ 150 milhões, que ainda depende do aval da Justiça, a diretoria precisou fazer uma engenharia financeira para concretizar o negócio. A operação com o Estrela Vermelha gira entre 1,5 milhão e 2 milhões de euros, mas o Vasco desembolsará inicialmente cerca de 20% desse valor.
