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Unido e confiante, Brasil encara a sua última batalha na Liga Mundial

Seleção enfrenta a Sérvia, único time que a venceu no torneio, e Bernardinho destaca a resiliência como ponto alto

O cansaço era aparente em todos os rostos. Bernardinho tomou o caminho do vestiário e precisou de dois minutos lá dentro para respirar, acalmar o coração e virar a página. Embora já estivesse pensando no que vai precisar ser feito para tentar batê-la nos Jogos Olímpicos, deixava a batalha contra a França para trás (veja os principais lances acima). Tinha que olhar rapidamente para a frente, para a Sérvia. Será contra ela, a atual vice-campeã e única equipe a ter derrotado o Brasil nesta temporada, que irá brigar pelo título da Liga Mundial. O último foi conquistado em 2010, em Córdoba. De lá para cá, bateu na trave três vezes (em 2011, 2013 e 2014). Mas a postura adotada por seus comandados, o faz acreditar que a longa espera possa chegar ao fim. A partida será neste domingo, às 15h30 (de Brasília), na Tauron Arena, em Cracóvia. O SporTV transmite e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real. Mais cedo, às 12h30, franceses e italianos brigam pelo bronze.

O técnico toma como exemplo a atitude diante das dificuldades e sufoco impostos por Ngapeth e seus companheiros na semifinal.

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- No primeiro set, a gente acertou o queixo deles. E eles ficaram meio... No segundo, eles abriram uma sequência de saque e ficamos correndo atrás, correndo atrás. Então, o ponto alto  foi a resiliência do time. É difícil ver o Brasil, estando seis pontos atrás contra uma equipe dessas, e recuperando, recuperando. Isso aconteceu duas ou três vezes na partida e é um ponto muito importante. Ou eles matam a gente ou vamos continuar ali. Quando você está num ambiente onde o equilíbrio é tão grande, essa característica tem que ser permanente. Você estar o tempo todo ali, lutando, não esmorecendo. Foi muito bom ter jogado uma semifinal como essa e ter ganho. É muito bom estar numa final de novo porque gera confiança e de forma alguma relaxamento. A batalha foi longuíssima no sábado, será longuíssima no domingo e será a partir do dia 7 de agosto. O time não tinha um espírito conjunto de luta. Era um ou outro tentando resolver isoladamente - disse.

Em certos momentos, admitiu ter visto a seleção serena. Até demais para o gosto dele. Cobrou uma atitude mais agressiva.

- Estamos de uma certa maneira tentando estabelecer de novo uma moral, que talvez as pessoas tenham deixado de observar na gente. De dizer: o Brasil está na briga. Em certos momentos, as pessoas tinham dúvida disso. E temos condições de melhorar muita coisa e isso é bom. É o que me dá esperança de fazer uma grande Olimpíada porque tem margem de melhora. Só quero que os caras abracem essa convicção de que tem muito a ser feito e pode ser feito. Nós acertamos saques incríveis e os caras controlaram. Tecnicamente eles têm uma capacidade de chegar atrás da bola e botá-la para cima, que nós temos que trabalhar. Podemos crescer aí. Temos que aprender com eles coisas de defesa também. E acho que falhamos um pouco na marcação de Rouzier. Para os Jogos, vamos ter que melhorar muito.

Contra os sérvios, a ordem é atenção na linha de passe. No último confronto, em Belgrado, o Brasil levou incríveis 20 pontos de saque. Bernardinho diz que não chega a ser um álibi ou uma desculpa, mas na ocasião a chegada numa terça-feira para jogar numa quinta, o cansaço, o fuso e o calor excessivo na ocasião, são aspectos a serem considerados.

- Eles nos massacraram no saque naquela única partida que perdemos. O passe vai ser fundamental. O saque também. Acho que a gente pode sofrer um pouco em algumas questões de linha de passe. A Itália quando jogou aqui contra eles teve um pouco de dificuldade, a França também sofreu. No saque, o Eder foi importante contra os franceses, da mesma maneira como foi contra os EUA lá no Rio. Ele está mais consistente e confiante do que no passado. É de arriscar. E num déficit, é um cara que pode recuperar no saque.

Embora o Brasil tenha sido o único dos times que estarão no torneio olímpico a chegar à decisão (a Sérvia está fora), Bernardinho afirma que o favoritismo segue com a França.

- Eles ainda têm um um quê de favoritismo. Falta um jogador importante, o Kevin Tillie, que não está jogando por uma lesão no joelho. Com ele entrando, eles têm mais força. A gente quer ganhar sempre. Todos os grandes favoritos à medalha (no Rio) têm algum tempo de jejum, está muito instável essa história. Não tem um dominador absoluto. Sobreviver nesse ambiente tão duro é o objetivo principal desse grupo.

Bruninho sabe bem como é. Por isso mesmo, cada vitória passou a ser saboreada pela equipe. A última deu ao levantador mais certeza de que está pronta para realmente brigar pelo que quer. Na Liga Mundial e na Olimpíada.

- Lá no Rio, nós vamos ter jogos assim, como esse contra a França. São jogos assim que fazem o time amadurecer e acho que demonstrar sua força. Mais uma vez temos uma prova de que a gente não tem um time titular e um reserva. Temos 15 jogadores que podem entrar, podem jogar no mesmo nível. Essa é nossa força. O Eder entrou e foi fundamental no quarto set no saque. A nossa inversão como sempre também funcionando. Agora é concentrar. Está na hora de quebrar esse jejum aqui na Liga. A gente já se pressiona por isso, mas como é um time um pouco diferente dos últimos anos,  consegue comemorar cada vitória, curtir ir para uma final. Hoje em dia no voleibol mundial ir para uma decisão não é pouca coisa. E isso vai fazer com que a gente entre ainda mais motivado para conquistar o título porque em algum momento no passado era uma pressão, tinha que ganhar de qualquer jeito. Hoje a gente consegue curtir mais isso.

O Brasil é o maior vencedor da história do torneio, somando nove troféus. Um a mais do que a Itália.

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