Tiro com arco: regras, menino prodígio do Brasil e a mira no pódio inédito

Esperança brasileira de medalha, Marcus D?Almeida terá difícil tarefa de quebrar hegemonia sul-coreana. Competição começa nesta sexta-feira

Do cenário medieval à passarela da Marquês de Sapucaí. O que já foi símbolo de caça e guerra agora é modalidade olímpica. A partir de 9h desta sexta-feira - e até o dia 12 de agosto - o Sambódromo vai ser palco do tiro com arco, esporte que levará toda sua plasticidade e precisão para o palco do carnaval carioca. São 128 atletas de 56 países. O Brasil está na briga pela primeira medalha olímpica na modalidade. Seis representantes brasileiros vão entrar na corrida pelo pódio. Do lado masculino, Marcus Vinicius D'Almeida, Bernardo Oliveira e Daniel Xavier; Marina Canetta Gobbi, Anne Marcelle e Sarah Nikiitin são as representantes femininas. Marcelo Costa e Michelle Terada são reservas da equipe. No tiro com arco, os brasileiros nunca passaram da primeira fase de uma Olimpíada. 
A grande esperança de medalha para o Brasil está nas mãos e na pontaria do caçula da turma: Marcus Vinicius D'Almeida. Com apenas 18 anos, o arqueiro lidera o time nacional e é a aposta para o pódio. O menino prodígio conseguiu se colocar no mais alto patamar do esporte, tendo conquistados títulos inéditos para o Brasil, como o ouro no Mundial da Juventude no ano passado e Sul-Americano. 
PRODÍGIO

Marcus Vinícius mira medalha - Foto: FOTO: :Divulgação/World Archery

A grande esperança de medalha para o Brasil está nas mãos e na pontaria do caçula da turma: Marcus Vinicius D'Almeida. Com apenas 18 anos, o arqueiro lidera o time nacional e é a aposta para o pódio. O menino prodígio conseguiu se colocar no mais alto patamar do esporte, tendo conquistados títulos inéditos para o Brasil, como o ouro no Mundial da Juventude no ano passado e Sul-Americano. 
OUTROS BRASILEIROS

Daniel Xavier é pentacampeão brasileiro - Foto: FOTO: Reprodução/Facebook

Conquistas: pentacampeão brasileiro (2000, 2002, 2008, 2010 e 2011), bronze (equipe) nos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015, ouro (equipe) nos Jogos Sul-Americanos Brasil 2002 e Santiago 2014.
Bernardo de Sousa Oliveira - 23 anos, Distrito Federal
Conquistas: bronze (equipe) nos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015, bronze (individual) nos Jogos Sul-Americanos Medellín 2010. 
Marina Gobbi - 27 anos, São Paulo
Conquistas: prata (equipe) nos Jogos Sul-Americanos Santiago 2014; bicampeã (individual) brasileira (2013 e 2015); campeã (equipe e individual) no Aberto da Guatemala (2016).
Sarah Nikitin - 27 anos, São Paulo 
Conquistas: campeã sul-americana (2012), tricampeã brasileira (2009, 2011 e 2012), ouro (dupla mista), prata (equipe) e bronze (individual) nos Jogos Sul-Americanos Santiago 2014.
Anne Marcelle - 22 anos, Rio de Janeiro. 
Conquistas: campeã (individual e equipe) pan-americana (2014) e vice-campeã brasileira (2014).
SUPREMACIA COREANA
Quem domina a modalidade em Jogos Olímpicos são os sul-coreanos. Os asiáticos têm conquistado tudo nas últimas oito edições das Olimpíadas, isso nas duas categorias: masculino e feminino. Em Pequim 2008 e Londres 2012, os arqueiros estiveram no pódio em provas individuais e por equipe. Atualmente, quem lidera o ranking mundial são dois sul-coreanos: Kim Woojin e Choi Misun. A dupla promete dar muito trabalho para a equipe dona da casa. Desde os Jogos de 1984, a Coreia do Sul conquistou 16 das 26 medalhas de ouro no esporte.
O QUE É, COMO É DISPUTADO?
Na Rio 2016, os arqueiros vão disputar as categorias individual e por equipe, no masculino e  feminino. As chaves por equipes terão 12 times masculinos e outros 12 femininos. Na competição olímpica, apenas a modalidade do arco recurvo é disputada.
Nesta sexta-feira, os atletas passam pela prova de ranqueamento; o masculino compete às 9h, enquanto as meninas se enfrentam a partir das 13h. Essa etapa é determinante, pois vai definir quem enfrenta quem nas fases seguintes. No dia 6 já tem briga por medalha entre as equipes masculinas; as mulheres disputam pódio por equipe no dia 7.
Antes dos Jogos, a Federação Internacional de Tiro com Arco definiu que os confrontos entre as equipes será definido do mesmo modo que os eventos individuais, em sistema de sets, ao invés de ser pelo acúmulo de pontos, como acontecia. Os melhores avançam para as quartas de final, depois, para as semifinais e, finalmente, para a grande final por equipe, que vai ser disputada no próprio dia 6. Nesse dia sai também a briga pelo bronze. 
Na Olimpíada, cada atleta vai disparar 72 flechas. Os que tiverem o melhor resultado avançam de fase. Na etapa inicial, os arqueiros serão classificados de 1 a 64, de acordo com o total de pontos acumulados. Um cruzamento vai ser formado, levando em conta a colocação de cada atleta. Assim serão definidos os confrontos um contra um. O melhor colocado no round inicial enfrenta o de pior pontuação, o segundo enfrenta o 63º e assim por diante. A partir do dia 6 de agosto a competição é eliminatória.
Lembrando que o alvo ficará a 70 metros de distância. A pontuação no alvo vai de 1 a 10, de acordo com a proximidade do círculo central. Quanto mais próxima a circunferência do centro, maior o número de pontos. Para conquistar a medalha de ouro, o arqueiro deve vencer seis fases (round de 64, round de 32, oitavas de final, quartas de final, semifinal e final). Os dois arqueiros eliminados nas semifinais disputam o bronze.
PODER FEMININO

Zahra Nemati, nome da superação e destaque do tiro com arco feminino - Foto: FOTO: Viviane Leão

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