Testes mostram que tempo de reação de McGregor é de 1/3 de segundo

UFC levou irlandês para testes científicos no Centro de Desempenho Esportivo da Universidade Estadual da Califórnia e provou força do lutador

Há duas semanas, Conor McGregor alcançou o recorde de conquista de cinturão mais rápida da história do UFC ao nocautear José Aldo em apenas 13 segundos. Do alto da peculiar arrogância, o irlandês garante que ninguém é capaz de aguentar um golpe de esquerda lançado por ele.
- Ninguém aguenta o meu soco de esquerda. O Aldo é forte e rápido, mas precisão bate força. E escolher o momento certo importa mais do que velocidade.
Os números permitem que ele faça tal afirmação: ele está invicto há sete lutas, seis delas por nocaute. No início deste ano, o UFC levou o lutador para uma série de testes científicos no Centro de Desempenho Esportivo da Universidade Estadual da Califórnia. Os resultados colocaram o irlandês no patamar de "elite comparado à elite".
No teste de equilíbrio, McGregor manteve o peso no centro do corpo por 39 segundos. A melhor marca até então, era de um surfista: 33 segundos. Já o tempo de reação dele para dar um soco depois do alarme é o equivalente ao de um jogador de baseball de elite, 1/3 de segundo. A velocidade com que ele gira o corpo é maior do que a de um jogador de golfe na hora da tacada. Equilíbrio, velocidade pra reagir e pra girar o corpo: tudo isso ajuda na precisão e no timing.
De acordo com especialistas, manter-se em movimento dificulta a estratégia do adversário. O Esporte Espetacular convidou o comentarista do Time de Ouro da Globo, Flávio Canto para explicar o estilo de McGregor.
- Uma coisa que chama a atenção no McGregor, quando ele entra no octógono, é a tranquilidade dele. Ele brinca, ele tem um pouco de capoeira, tae kwon do, é um estilo com base mais baixa, canhoto, o que dificulta muito para a maioria dos lutadores com quem compete. Muito bom no contrataque também. O McGregor é um cara que em pé é fenomenal. Mas ele é um atleta vulnerável. No chão, ele é fraco. Ele não defende muito bem queda. É claro que não é fácil colocar pra baixo, e não é fácil não trocar em pé, mas acho que é o caminho mais seguro pra tentar vencer. Ele não é um atleta completo - decreta Flavio Canto.