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Presidente da FIA se opõe ao grid invertido: "Tensão artificial não funciona"

Todt disse, porém, que não lutará contra a ideia se for vontade da maioria

A ideia de inserir um grid invertido na Fórmula 1 não conta com o apoio do presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Jean Todt é crítico ao formato, mas promete não relutar contra a ideia caso seja uma vontade da maioria na F1. As conversas sobre o grid invertido vieram à tona depois do GP de Monza, e o diretor esportivo Ross Brawn, ex-companheiro de Todt na Ferrari, foi um dos que mais levantou a bandeira até agora.

- As surpresas são a essência do esporte, mas eu já não gosto de grid reverso na Fórmula 2 e na Fórmula 3. Isso não é corrida para mim. A tensão artificial não funciona. Vou votar contra. Mas se a maioria for a favor, eu vou aceitar - declarou Todt.

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Com o resultado inesperado no GP de Monza, com Pierre Gasly, Carlos Sainz e Lance Stroll no pódio, o debate entrou novamente em pauta. Aos apoiadores do grid invertido, esta movimentação nos resultados das corridas é um dos principais pontos positivos. Ross Brawn aproveitou o momento para levantar a bandeira da competitividade e trouxe o assunto de volta aos bastidores da categoria.

- Continuaremos avaliando novos formatos com o objetivo de aprimorar o show, mas sempre mantendo o DNA da Fórmula 1. Acreditamos que a corrida de Monza mostrou a emoção que um cenário mais movimentado pode proporcionar - declarou o diretor.

Brawn também admitiu o desejo de renovar as conversas sobre o grid com as equipes nos próximos meses. Para ele, a próxima temporada pode servir de teste para o formato em alguns grandes prêmios específicos. O que estava planejado para esse ano, por exemplo, era usar o GP da Itália como um laboratório para a implementação do formato.

As conversas sobre uma possível largada invertida na F1 começaram ainda no início desta temporada, mas acabaram não progredindo porque precisava de unanimidade. A Mercedes foi a principal equipe a contestar a inserção do formato.

A ideia inicialmente projetada é a de largada invertida apenas na etapa de classificação. O padrão de qualificação dividido em Q1, Q2 e Q3 seria substituído por uma corrida sprint de 30 minutos, e assim se decidiria o grid de largada do principal evento da competição, aos domingos.

A parte "reversa" entraria na inversão da tabela geral do campeonato, que definiria a configuração inicial do grid desta corrida de curta duração. Se a regra estivesse valendo em 2020, o atual líder da competição, Lewis Hamilton, por exemplo, largaria em último, seguido do vice-líder Valtteri Bottas, em penúltimo, e assim por diante. Porém, o teste não chegou a ser colocado em prática e não foi confirmado se o modelo seria exatamente este.

Vettel e Russell criticaram grid reverso

Além da divergência no alto escalão da Fórmula 1, alguns pilotos também já se posicionaram contra o grid reverso. Sebastian Vettel, da Ferrari e George Russell, da Williams, fizeram críticas duras sobre a possibilidade do um novo formato de classificações.

- Como competidor, por mais que não goste de perder, tenho que aceitar que outras pessoas ganhem ou façam um trabalho melhor. Portanto, acho que seria errado em nome do esporte tentar misturar as coisas dessa maneira - disse Vettel.

O piloto da Williams, equipe que não pontuou ainda nesta temporada, também achou a regra sem sentido.

- Estaremos nos defendendo como loucos para tentar segurar os carros mais rápidos que estão atrás de nós. Mas, como pilotos vamos parecer um pouco estúpidos porque, no final das contas, estão lutando contra caras que estão em carros muito, muito mais rápidos - disse Russel.

O britânico também ressaltou o aspecto de injustiça que a inversão implicaria aos carros mais rápidos, que é um dos principais contra-argumentos ao grid reverso, mas disse que gostaria do formato se pilotasse em um deles.

- Se eu estivesse em um dos carros de ponta, eu realmente iria querer (o grid reverso) porque faria pilotos parecerem heróis, atacando vindo de quilômetros atrás, simplesmente porque eles estão correndo em um carro superior - declarou o piloto da Williams.

- Mas para a nossa imagem, não apenas eu e Nicholas (Latifi), mas os caras da Haas, os caras da Alfa, é simplesmente impossível competir com carros que são muito mais rápidos que os nossos - completou.

A próxima corrida será realizada no dia 27 de setembro, no GP da Rússia, em Sóchi. Será a décima corrida da temporada, que ainda tem oito grandes prêmios pela frente até dezembro.

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