Oito modalidades terão mais homens que mulheres em Tóquio 2020

A previsão do Comitê Internacional é que a Olimpíada de Tóquio tenha 5.704 homens(52%) e 5.386 (48%) mulheres

Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, marcados para começar no dia 24 de julho, terão, percentualmente, o maior número de mulheres da história. Mas, vale lembrar, que a igualdade ainda não chegou ao programa olímpico.
Das 50 modalidades, oito terão mais homens que mulheres nos Jogos de Tóquio (atletismo, polo aquático, ciclismo pista, futebol, boxe, ciclismo estrada, luta greco-romana e beisebol/softbol).
A previsão do Comitê Internacional é que a Olimpíada de Tóquio tenha 5.704 homens(52%) e 5.386 (48%) mulheres.
É bom sabermos diferenciar esportes de modalidades. Um esporte pode conter várias modalidades, como é o caso do ciclismo. O esporte é o ciclismo, mas são cinco modalidades: BMX, BMX Free park, Mountain Bike, estrada e pista. O esporte canoagem é dividido em duas modalidades, slalom e velocidade. Os esportes aquáticos contêm cinco modalidades: águas abertas, natação, polo aquático, nado sincronizado e saltos ornamentais.
Em Tóquio 2020, portanto, serão 35 esportes e 50 modalidades.
Sempre bom lembrar que ginástica rítmica e nado artístico não contam com nenhuma participação dos homens, enquanto as mulheres só não estão na luta greco-romana.
Nos Jogos de Tóquio, estão previstos 206 homens e apenas 80 mulheres no boxe, números já mais próximos do que na Rio 2016, quando foram 250 a 36. No ciclismo estrada, serão 130 homens e só 67 mulheres, quantidade quase igual a vista na Rio 2016.
Para Tóquio 2020, esportes como remo, canoagem, judô, levantamento de peso, vela, natação, luta estilo livre, ciclismo Mountain Bike e ciclismo BMX igualaram os números femininos com os masculinos. Além disso, todos os esportes que entraram, chegaram com quantidades iguais dos dois sexos, menos o beisebol/softbol (144 homens e 90 mulheres).
O hipismo é o único esporte em que homens e mulheres disputam a mesma medalha. Não há distinção de gênero na disputa por vagas. Os homens costumam ser maioria nos saltos e CCE, mas as mulheres têm mais tradição no adestramento. O COI considera, neste momento, que esse esporte terá o mesmo número de homens e mulheres (o que pode não acontecer, e só será definido semanas antes dos Jogos, com a divulgação das equipes).