Guardiola diz que vai morrer fiel ao seu estilo: 'Eu gosto de atacar com 10'
Técnico não garante titularidade de Müller e elogia o capitão Lahm: 'Capitão perfeito'
Guardiola manterá sua fidelidade ao tiki-taka, assim como Simeone ao Cholismo. Para o espanhol, aconteça o que acontecer no jogo desta terça-feira, nenhum dos dois vai mudar a sua forma de ver o futebol. Este foi um dos muitos temas abordados pelo técnico do Bayern em uma entrevista coletiva que durou mais de 45 minutos, com direito a respostas longas e detalhadas e algumas polêmicas como a grama do Vicente Calderón, que voltou a ser lembrada. O treinador elogiou muito o rival, mas deixou claro que gosta de atacar com 10 homens e que o grupo bávaro vai tentar impor essa forma de atuar em casa, às 15h45 (de Brasília), na segunda partida pelas semifinais da Liga dos Campeões
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- É um debate maravilhoso e muito velho. Há jornalistas aqui mais velhos que esse debate, mas a questão é que independentemente de vencer ou perder, eu e o Simeone vamos continuar fieis aos nossos estilos. Eu vou continuar sendo assim, procurando me adaptar aos jogadores que tenho, mas com o meu estilo. Acredito que ele também. Aqui, por exemplo, os meus jogadores tinham dificuldade para atacar em espaços curtos, eu tive de adaptar esse ponto. Ganhas ou perdes, mas não muda. Eu gosto de atacar com 10.
Guardiola se mostrou nostálgico pelo fim da sua aventura com o


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Bayern de Munique
. Caso não consiga virar o resultado do jogo da ida (1 a 0 em Madri) contra os colchoneros, o jogo desta terça-feira será o seu último com os alemães na Champions. Com "medo", como ele próprio admitiu sentir, do que possa acontecer, Guardiola fez questão de frisar que a sua estadia em Munique o transformou num treinador melhor.
- Me trataram muito, muito bem. A crítica faz parte da minha profissão. A cidade é espetacular, pequeninha, tranquila, sigo o futebol de sábado a sábado, mas com mais tranquilidade que em Barcelona. Os estádios lotados, com muita gente jovem, os ingressos custam ? 5 (R$ 19), ? 10 (R$ 39) para os garotos e isso fideliza o público jovem. É um país fantástico, vivi momentos muito lindos aqui neste estádio, fizemos bons números, mas aqui mudar as coisas é difícil. É um país que tinha uma cultura no futebol de esperar e sair no contra-ataque. Eu fiz o contrário e, para mudar a mentalidade, necessitas tempo, foi um aprendizado espetacular. Sempre vou ser muito grato ao Bayern de Munique e penso que sou muito melhor treinador depois desta experiência, porque tive de dar a 'vida' para solucionar certas situações que em Barcelona, os jogadores que tinha resolviam sozinhos.
