Duda marca no último segundo, mas árbitra anula, e Brasil empata com Japão

Jogo estava 28 a 28, quando a jogadora brasileira deu uma pancada de longe e fez o 29º gol da seleção. A arbitragem, entretanto, alegou tempo esgotado

Com um novo comandante depois da saída de Morten Soubak, a seleção brasileira iniciou neste sábado sua caminhada em busca do bicampeonato mundial de handebol. Mas não foi exatamente da forma como se esperava. O time de Jorge Dueñas, estreante à frente do selecionado nacional em um torneio da Federação Internacional de Handebol (IHF), encarou o Japão na Ewe Arena, na cidade de Oldenburg, na Alemanha, e acabou saindo com um empate em 28 a 28. Teria sido um triunfo por 29 a 28 caso a arbitragem não tivesse anulado um gol de Duda no último segundo. No replay, deu para ver que o tempo ainda estava correndo, mas esse não foi o entendimento da árbitra de fundo.
- Foi uma luta muito boa. O Japão infelizmente jogou melhor que a gente, essa que é a verdade. Mas estou muito orgulhosa das meninas. A gente lutou muito. Isso que importa. Sabemos que não temos o maior nível, mas sempre lutamos muito e sempre vamos lutar. Ao final estou feliz que conseguimos um ponto. É um passo para a classificação. Só posso agradecer a todo mundo pela torcida - afirmou Duda.
Considerado uma potência na modalidade no feminino e vencedor do Campeonato Mundial de 2013, o Brasil não teve um grande dia e demorou a engrenar. Dessa forma, não conseguiu confirmar seu favoritismo sobre as asiáticas e, na primeira fase, ainda terá pela frente as equipes da Tunísia, Rússia, Dinamarca e Montenegro. As quatro primeiras garantem vaga nas oitavas de final.
O Japão teve a primeira chance de gol em um tiro de 7m. As japonesas abriram o placar com Hara. Em contra-ataque rápido, as asiáticas aproveitaram Mayssa fora do gol e ampliaram com Yokoshima. O Brasil deu o troco com Ana Paula em tiro de 7m no cantinho. Mas o Japão, novamente, fez com uma boa troca de passes, aproveitando que as rivais tinham uma a menos. A seleção brasileira teve três chances seguidas, duas defendidas pela goleira japonesa e uma na trave. As asiáticas abriram 4 a 1 com Ikehara em bom ataque pelo canto. O 5 a 1 veio com Ysunami.
Ana Paula fez o segundo para o time de Dueñas em novo tiro de 7m. Em nova boa troca de passas japonesa, Matsumura fez o sexto. Novamente, a jogadora brasileira bateu tiro de 7m e marcou, mantendo os 100% de aproveitamento. Após grande jogada individual pelo centro, Duda saltou para marcar o quarto do Brasil. Ela mesma cometeu infração e foi tirada por dois minutos, dando tiro de 7m para Hara fazer outro para as japonesas. Ikehara ampliou sozinha no ataque. Patricia errou, e as japonesas chegaram ao nono gol com Shiota.
Em um ótimo contra-ataque rápido, Duda fez para o Brasil, mas o Japão deu o troco rapidamente. Aproveitando a superioridade numérica, Ikehara marcou de novo. Depois de lindo passe de Duda, Tamires descontou. Em novo 7m, Hara ampliou. Samira, com força, botou a bola nas redes. O técnico brasileiro tirou Mayssa para colocar Babi no gol. Samira fez após pegar um rebote de arremesso da companheira Duda. Ikehara deu o troco.

Brasil sofreu com erros e precisou reagir diante do Japão no handebol - Foto: FOTO: Reprodução / Facebook da CBHb

No segundo tempo, Samira marcou pela ponta esquerda. Yokoshima venceu briga com Tamires e descontou. No 7m, Hara fez mais um. Sem goleira, o Japão levou um tento de Jéssica. Ana Paula fez em 7m, mas, na sequência, errou pela primeira vez uma batida nesse fundamento.
Em contra-ataque, o Japão voltou a ter três de frente. Dayane respondeu, mas as asiáticas marcaram de novo e chegaram a 21 a 17. Duda e Ana Paula encostaram para as brasileiras, só que Hara voltou a triunfar duas vezes seguidas em tiro de 7m. O treinador brasileiro então tomou dois minutos por reclamação.
Duda, mais uma vez, deu a resposta. Fujima tomou dois minutos. Mas o Japão abriu quatro de vantagem com Ysunami. Entre duas rivais, Duda voltou a marcar. No erro de passe das japonesas, sem sua goleira, o Brasil fez em ótima batida de Ana Paula. Dayane então saltou para marcar e diminuir a desvantagem para dois.
Em seguida, depois de falha asiática, ela perdeu uma bola sozinha em giro bonito. O time da seleção brasileira, contudo, cresceu e, na bola de Duda, ficou a um gol das adversárias faltando cinco minutos. Nagata freou a reação. Um balaço de Ana Paula bateu na trave e voltou no pé da jogadora asiática, e Patricia colocou lá dentro. Babi salvou o Brasil de novo em seguida. Mas não salvou a batida de Ysunami.
A seleção ainda descontou com três minutos faltando e, mais tarde, Ana Paula aproveitou a ausência da goleira rival para, de longe, empatar em 28 a 28. Babi pegou a bola japonesa, e Dueñas parou o jogo. E, na última bola, Duda encheu o braço para marcar. As brasileiras então saíram comemorando como um título. O técnico do Japão reclamou que o gol não valeu pois o cronômetro, segundo ele, já teria estourado. A árbitra de fundo concordou com ele e anulou o tento da atleta brasileira, que lamentou imensamente. Nas imagens de replay, foi possível ver que a arbitragem errou. O gol de Duda foi marcado dentro do tempo, e o Brasil teria vencido por 29 a 28, mas o placar acabou em 28 a 28.

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