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Comitê Rio 2016 pede desculpas a atletas dos EUA assaltados no Rio

Ryan Lotche e outros três do time de natação americano foram roubados

O diretor de comunicação do Comitê Olímpico do Rio 2016, Mario Andrada, se desculpou com os nadadores dos EUA que foram assaltados na madrugada de domingo (14), na Lagoa.

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"Nós pedimos desculpas aos atletas americanos pela violência que eles passaram", afirmou Andrada em entrevista coletiva no Parque Olímpico nesta segunda-feira (15).

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O nadador Ryan Lochte, dono de 12 medalhas olímpicas, seis delas de ouro, contou que foi assaltado por homens armados quando saía de uma festa na Hípica para a qual tinha sido convidado pelo brasileiro Thiago Pereira.

Lochte e outros três atletas americanos pegaram um táxi que depois foi abordado por homens armados que se identificaram comos policiais, de acordo com o Comitê Olímpico Americano.

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Ainda segundo o porta-voz do Comitê, Patrick Sandusky, os supostos policiais exigiram dinheiro dos atletas e outros pertences pessoais. Em nota, o Comitê afirmou que os quatro atletas estão cooperando com as autoridades.

Ao canal americano NBC News, Lochte disse que seu táxi foi parado por homens com um distintivo policial, mas sem luzes. "Eles mostraram suas armas, disseram para os outros nadadores deitarem no chão", contou o atleta.

"Eu me recusei, falei que não fiz nada errado, então não vou deitar no chão. Então ele puxou sua arma, engatilhou, colocou na minha testa e disse 'se abaixa'. Então coloquei as mãos para cima. Eu estava tipo 'que seja'. Ele pegou nosso dinheiro, minha carteira. Ele deixou meu celular e minhas credenciais."

Os quatro atletas americanos devem ficar no Brasil até o dia 17 de agosto. A partir de agora, vão se deslocar pela cidade em um carro blindado. Na primeira semana da Olimpíada, quando ocorreram as disputas de natação, Lochte ganhou medalha de ouro no revezamento 4x100 livre masculino.

Destaque em tabloide

O assalto ao nadador americano Ryan Lochte, no Rio de Janeiro, foi o principal destaque na primeira página do tabloide nova-iorquino "NY Daily News", nesta segunda-feira.

O tabloide diz que, apesar da atenção do mundo para o vírus da zika, "a criminalidade surge como a maior ameaça para os atletas no Rio".

"O incidente renovou preocupações de segurança entre a comunidade olímpica, cujos membros foram assegurados que segurança no Brasil, uma nação conhecida por casos de crime, seria uma prioridade" destaca o texto assinado por Dan Good e Leonard Greene.

A matéria aponta que 85 mil soldados e policiais foram colocados nas ruas para fazer a segurança durante os Jogos Olímpicos - duas vezes mais que o Reino Unido nos Jogos de Londres, em 2012.

Lutador de jiu-jitsu relatou sequestro antes da Olimpíada

Antes da abertura da Olimpíada, um lutador de jiu-jistu da Nova Zelândia relatou em redes sociais que sofreu um sequestro relâmpago praticado homens com farda policial no Rio.

Jayson (Jay) Lee publicou uma mensagem no Facebook em 24 de julho dizendo ter sido obrigado a entrar em um carro e a rodar por caixas eletrônicos para sacar dinheiro.

"O que fizeram de bom ontem? Eu fui sequestrado. Go Olympics! #Rio2016", postou no Twitter o lutador, que não competiu na Olimpíada - o jiu-jitsu não está entre as modalidades em disputa.

O crime teria ocorrido em 23 de julho, quando o atleta estava a "cerca de 20 minutos do Rio", segundo escreveu. Lee disse que voltava de uma competição em Resende, Sul Fluminense. "Então, ontem [sábado] eu fui sequestrado no Brasil. Não por algumas pessoas aleatórias com armas, mas por policiais em serviço com uniforme completo. Fui ameaçado de prisão se eu não entrasse no carro particular e os acompanhasse até dois caixas eletrônicos para retirar uma grande soma de dinheiro para suborno", escreveu.

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