Brasil sofre na defesa e com parede da Eslovênia e perde a primeira nos Jogos
Depois de vitória marcante na estreia, seleção de handebol tem dificuldade contra retranca, tenta reação nos últimos minutos, mas não evita derrota
A pressão de ficar atrás no placar atrapalhou. O nervosismo na frente e a dificuldade na defesa prejudicaram. E a seleção masculina de handebol, que havia batido na estreia a forte Polônia, sofreu sua primeira derrota na Olimpíada do Rio. Nesta terça-feira, a Eslovênia foi um tormento para os brasileiros. No início do jogo, a seleção parou na forte marcação e na retranca intransponível da Eslovênia, além de deixar diversos espaços para o ataque rival. No segundo tempo, foi a vez do goleiro Gorazd Skof pegar quase todas as bolas. Com os gritos de "Uh, defesa" e "Eu acredito" vindos da torcida, os meninos do Brasil correram atrás de uma reação, mas se irritando demais com as faltas que os eslovenos provocavam, acabaram derrotados por 31 a 28.
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- Essas coisas são sempre um perigo. Está claro que todos saímos convencidos de que, depois de ganhar da Polônia, possivelmente todos iriam fazer mais, mas isso não é assim. A Eslovênia sempre nos complica as coisas, tem um time com jogadores de primeira linha. Eles jogam muito bem organizados e têm uma defesa dura. O goleiro também parou em determinados momentos. Mas acho que talvez não estivemos no momento para dar a volta no placar, em especial os primeiros 15 minutos, em que nos faltou estar tranquilo e trabalhar o ataque pouco a pouco - analisou o técnico da seleção, o espanhol Jordi Ribera.
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Marcando forte, os eslovenos tiveram 13 punições de dois minutos no jogo, contra seis dos brasileiros). No campo de ataque, a Eslovênia abriu espaços na defesa brasileira e chegou a ter sete gols de vantagem no primeiro tempo (13 a 6). O máximo que a seleção conseguiu diminuir a vantagem adversária foi para dois gols.
- Sabíamos da qualidade da Eslovênia, os jogadores são bem mais móveis no ataque do que os as Polônia. Eles sabem jogar um pouco mais perto dos defensores, isso atrapalhou um pouco. A gente tinha que estar ligado nisso. Infelizmente não foi a partida que a gente quis - admitiu João.


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O Brasil está em terceiro lugar no Grupo B, com 2 pontos. Alemanha e Eslovênia estão à frente com 4, invictas na Olimpíada. Os quatro primeiros colocados se classificam para as quartas de final, fase em que a seleção brasileira jamais esteve nos Jogos Olímpicos.
O terceiro jogo do Brasil no Rio é nesta quinta-feira. Às 16h40 (de Brasília), a equipe joga contra a Alemanha, atual campeã europeia.
O JOGO
Se contra a Polônia, a seleção fez uma ótima partida desde o início, com tudo dando certo, contra a Eslovênia a história foi bem diferente. Os meninos encontraram muita dificuldade para transpor a defesa adversária, ainda mais com as investidas sempre paradas com faltas. Já os europeus achavam o caminho do gol com tranquilidade. O momento de maior alta da equipe brasileira foi quando João recebeu a bola após a primeira grande defesa de Maik e lutou contra a marcação para deixar tudo igual em 4 a 4.
A partir daí, ao buscar o gol que os colocariam pela primeira vez à frente do placar, os brasileiros começaram a se desesperar e desperdiçar a posse de bola. Thiagus até se desentendeu com o Bombac numa disputa de bola que o esloveno achou que o brasileiro havia lhe dado uma cotovelada. E o central Diogo, um dos mais experientes do time, pedia calma aos companheiros. Os eslovenos não pararam de marcar, sobretudo abrindo a defesa brasileira pelo meio e até cavando sete metros, e chegaram a ter sete gols de vantagem (13 a 6). Bombom, que havia começado o jogo contra a Polônia, substituiu Maik aos 21 minutos, mas a mudança não surtiu tanto efeito. Lá na frente, com muita raça, a seleção foi tentando reduzir a diferença. O gol de Lucas no último segundo fez o Brasil ir para o intervalo com três gols atrás dos rivais (16 a 13).
No segundo tempo, cresceu o talento de Gorazd Skof. Parando praticamente todos os ataques da seleção, o goleiro deu a segurança para que os eslovenos voltassem a botar seis de frente (22 a 16). O clima voltou a ficar tenso, culminando nas expulsões de Blagotinsek e do capitão brasileiro Thiagus.
A torcida na Arena do Futuro tentava incentivar a equipe com gritos de "Uh defesa" e "Eu acredito". Foi então nos últimos 15 minutos que a seleção tentou reagir. O gol de Maik agitou a galera, deixando o Brasil novamente a três do empate, aos 18 (26 x 23). Os eslovenos seguiram à risca a estratégia de defesa forte, acumulando faltas e dois minutos de exclusão, o que irritava tanto os jogadores quanto os torcedores. A seleção cresceu, tentou e tentou, mas não foi possível alcançar o empate.
RESULTADOS DESTA TERÇA
9h30 - Catar 20 x 35 França
11h30 - Alemanha 32 x 29 Polônia
14h40 - Tunísia 23 x 31 Dinamarca
16h40 - Brasil 28 x 31 Eslovênia
19h50 - Egito x Suécia
21h50 - Argentina x Croácia
