Brasil joga de igual para igual, mas se despede diante de bicampeã olímpica

Após levar empate para intervalo, seleção vê França desgarrar e ficar com a vitória

A seleção masculina de handebol caiu de pé. Pela primeira vez disputando a fase de quartas de final de uma Olimpíada, os meninos não se intimidaram diante dos atuais bicampeões olímpicos e campeões mundiais nesta quarta-feira. Mesmo com três atletas que já foram eleitos o melhor jogador do mundo do outro lado (Nikola Karabatic, Daniel Narcisse e Thierry Omeyer), o time foi valente e fez uma partida de igual para igual contra a França, equipe favorita ao ouro no Rio. Após levar em 16 a 16 o duelo para o intervalo, o time verde-amarelo sucumbiu ao poderio europeu a partir da metade do segundo tempo. O revés foi de 34 a 27, mas a seleção masculina se despede de forma honrosa, com uma campanha inédita em Jogos Olímpicos.
Antes da queda nas quartas de final, a seleção brasileira encerrara a primeira fase com duas derrotas, um empate, mas duas vitórias importantíssimas, que ajudaram demais a equipe a garantir a classificação inédita. Elas foram na estreia sobre a Polônia, terceira colocada no último Mundial, e sobre a Alemanha, atual campeã europeia e líder do ranking mundial. Essa fora a primeira vez que a equipe masculina do país avançou de fase numa Olimpíada.
Nos outros confrontos das quartas de final, a Alemanha, atual campeã europeia, pega o Catar, atual vice-campeão mundial, às 13h30. Desse jogo sai o adversário da França nas semifinais. Com o melhor jogador do mundo no elenco (Mikkel Hansen), a Dinamarca enfrenta a Eslovênia às 17h. E a Croácia, bronze em Londres 2012, joga contra a Polônia, terceira colocada no último Mundial, às 20h30 (horários de Brasília).
O JOGO
A desatenção e a afobação dos jogos contra Eslovênia, Egito e Suécia não entrou em quadra nesta quarta-feira. Apareceram, sim, a mesma dedicação e o mesmo esforço das vitórias sobre Polônia e Alemanha. Diante dos bicampeões olímpicos, a seleção brasileira fez um primeiro tempo como tinha que ser, sem deixar os adversários se distanciarem muito no placar. Aliás, quem começou na frente foi o Brasil, com Zé. Mas com seis minutos de jogo, os franceses fizeram 5 a 2, com quatro gols de Guigou, forçando o técnico Jordi Ribera a gastar seu primeiro pedido de tempo. Deu certo, e no contra-ataque junto com Chiuffa, Thiagus igualou o placar aos oito (5 a 5).
Lá atrás, Maik defendia tanto (ou até mais) quanto Thierry Omeyer, goleiro já eleito o melhor jogador do mundo. O brasileiro salvou sete metros e até com o rosto ele defendeu. Na frente, Tchê superava o arqueiro adversário com certa frequência. No 10 a 10, metade dos gols vieram das mãos do pivô. Ficou nessa de "toma lá, dá cá" até a finalização por cobertura de Oswaldo bater na trave e o central Nikola Karabatic ensinar como se faz na sequência. Narcisse ampliou e a vantagem francesa, aos 21, voltou a ser de três (14 a 11). Mas a seleção se recuperou e, com um atleta a mais, Thiagus balançou a rede de longe, levando o marcador para o intervalo em 16 a 16. Tchê terminou a etapa com seis gols, metade do que ele havia feito em toda a fase classificatória.
Os goleiros reservas entraram (Bombom e Gérard). O confronto se manteve equilibrado no início do segundo tempo, enquanto a torcida começava a perder a paciência com algumas marcações da arbitragem. O empate persistiu até o 22 a 22. Só aos 10 é que a França escapou da vantagem mínima (24 a 22). Dez minutos depois, ampliou para 29 a 23. Os torcedores então fizeram ecoar o grito de "eu acredito". Mas com pouco tempo para sonhar com uma virada sobre um time bicampeão olímpico, não deu para a seleção brasileira, derrotada em 34 a 27.

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