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Brasil fica em 8º, e Simone Biles leva primeiro ouro com equipe dos EUA

Com quedas de Rebeca e Jade, brasileiras repetem posição de Pequim. Americanas dominam com oito pontos de vantagem sobre a Rússia. China é bronze

O lamento ecoou em coro na Arena Olímpica quando a Rebeca Andrade caiu no solo. Na última acrobacia. Quando já tinha arrebatado a torcida no Rio de Janeiro ao som de Beyoncé. A mesma arquibancada aplaudiu Jade Barbosa, que se recuperou de uma queda na trave com boas séries nos outros aparelhos. O lamento foi de quem viu o Brasil pela primeira vez ter uma chance - ainda que pequena - de chegar ao pódio por equipes. Não deu, era preciso uma prova perfeita. Com Rebeca, Jade, Flavia Saraiva, Daniele Hypolito e Lorrane Oliveira, a equipe do Brasil acabou na oitava colocação.

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As brasileiras ao menos tiveram uma posição privilegiada para testemunhar o nascimento de uma lenda. Maior estrela da competição, Simone Biles arrebatou a torcida com voos incríveis e aterrissagens precisas. Fez o que dela se esperava, e se esperava muito da garota de 19 anos e apenas 1,45m de altura. Ela liderou a equipe dos Estados Unidos ao segundo título olímpico seguido, o primeiro ouro em Olimpíadas do fenômeno que já é a maior campeã mundial da história. E a americana ainda é favorita para mais quatro conquistas no Rio, avançando na primeira posição em quatro das cinco provas individuais.

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A Rússia arrancou a prata no último aparelho, jogando a China para o bronze. O Brasil foi o último sim, mas é preciso ressaltar que ainda é a melhor colocação de uma equipe feminina em Olimpíadas. Nos Jogos de Pequim, o país conseguiu a mesma posição, com Daiane dos Santos, Lais Souza, Jade e Dani. A veterana, aliás, primeira medalhista brasileira em Mundiais e presente em cinco Jogos fez nesta terça sua última apresentação olímpica. Ela ainda não se aposentou, mas já anunciou que não vai tentar chegar a Tóquio 2020.

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O som de Anitta soou na Arena Olímpica para o aquecimento do Brasil na trave, justamente a música que embala Daniele Hypolito no solo. Ritmo ideal para a veterana abrir a competição para o Brasil na trave, fazer sua última apresentação em uma Olimpíada. Com cinco Jogos no currículo, a ginastas ainda não vai se aposentar, mas não vai continuar até Tóquio 2020. E ela foi firme em sua última apresentação olímpica. Apenas um desequilíbrio e a boa nota 14,133. Flavinha, finalista do aparelho no Rio, mostrou segurança e encantou mais uma vez. A nota 14,833 foi vaiada pelo público, que queria mais pontos para a Pequena Notável. Só que Jade não foi tão feliz, caiu logo na entrada, se recuperou bem, mas o 13,033 comprometeu a nota. Em final, não há descarte, não há muito espaço para erros.

Com 41,999 pontos, o Brasil ficou na sétima posição. Na primeira rotação, Estados Unidos abriu seu show com voos altos da estrela Simone Biles, Aly Raisman e Lauren Hernandez. A Rússia assumiu a segunda posição, liderada por Aliya Mustafina nas barras assimétricas.

SOLO

A queda na trave não abalou Jade, já sabe lidar com esses momentos. Ela foi ao solo e praticamente cravou toda sua série, encantou tanto que a nota 14,266 foi mais uma vaiada. Torcida sempre pede mais. Flavinha deu mais. A baixinha também passou muito bem pelo aparelho e conseguiu 14,500. Rebeca Andrade vinha com o mesmo roteiro, só que na última acrobacia, uma queda e a nota 12,966.

Com 41,732 pontos no solo, o Brasil foi ultrapassado pela Holanda e assumiu a lanterna longe de russas, chinesas e britânicas, mesmo com quedas das adversárias. As americanas, não, essas nunca caem. Se Simone Biles só não voa nas barras, elas têm Gabby Douglas e Madison Kocian para isso. Os Estados Unidos dispararam e já encaminharam mais um título.

SALTO

O pódio já não estava mais ao alcance das brasileiras, o que só viria com uma prova perfeita. Elas, porém, ainda queriam o melhor resultado do país em uma final, melhorar a oitava colocação de Pequim. Era a vez do salto, o melhor aparelho do Brasil. Lorrane e Jade conseguiram boas notas: 14,566 e 14,933 respectivamente. Mas foi Rebeca que voou alto. Depois de cair no solo, ela fez o salto Amanar, um dos mais difíceis do código de pontuação. Mesmo sem um pouso perfeito, a nota 15,400 puxou uma reação brasileira.

Com 44,899 pontos no salto, o Brasil deixou para trás Holanda e Alemanha. Alcançar as britânicas parecia difícil, mas manter o sexto posto já seria um avanço. Simone mais uma vez brilhou na rotação, mesmo com um desequilíbrio na trave. As americanas estavam passeando, enquanto chinesas e russas viam as japonesas entrarem na briga pelo pódio com uma prova perfeita.

BARRAS

As brasileiras assistiram holandesas cravarem a trave e alemãs voarem nas barras assimétricas, aparelhos fortes das equipes. As anfitriãs teriam muito trabalho para manter o sexto posto, e logo no ponto fraco do time, as temidas barras. O aparelho não foi problema. Prova a prova as brasileiras foram crescendo, com Lorrane (14,166 pontos), Jade (14,391) e Rebeca (14,900). Não foi o suficiente. Com mais 43,457 pontos, a equipe anfitriã somou 172,087 e ficou na oitava posição.

As americanas completaram o show com séries incríveis no solo. Simone Biles fechou a competição como sempre de forma brilhante. A Rússia ainda arrancou a prata com ótimo desempenho no salto, enquanto a China acabou com o bronze por causa de uma queda no solo.

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