Brasil faz bom início, mas cai na estreia da espada feminina para a Ucrânia
Trio formado por Amanda Simeão, Rayssa Costa e Nathalie Moellhausen equilibra começo, mas perde ritmo e dá adeus aos Jogos
Depois de Renzo Agresta cair na estreia do sabre masculino, a esgrima brasileira viveu mais um dia ruim, nesta quinta-feira, na Arena Carioca 3. A equipe de espada feminina foi derrotada no primeiro duelo para a Ucrânia por 43 a 32 e deu adeus aos Jogos Rio 2016. O trio formado por Amanda Simeão, Rayssa Costa e Nathalie Moelhausen fez até bom início, mas não resistiu ao jogo consistente de Yana Shemyakina - campeã olímpica -, Kseniya Pantelyeyvea e Olena Kryvytska.
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- Acho que a nossa equipe é muito nova ainda. Não conseguimos formar um time, uma hora sai, outra hora tem uma entrada. Falta tempo. Ter dois, três anos para trabalhar junta. A gente tem esse problema. Somos novas, não temos grande experiência. Lá tinha uma campeã olímpica. A equipe da Ucrânia foi classificada pelo ranking. Jogar de igual para igual com elas mostra nossa força - disse Amanda Simeão.
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A Ucrânia pulou na frente logo no primeiro duelo - são nove no total. Amanda Simeão foi a responsável por iniciar o combate e permitiu que Shemyakina abrisse três pontos. Aliás, o duelo era uma pedreira, diga-se. Shemyakina foi medalha de ouro em Londres 2012 no individual. A situação delicada no segundo round foi colocada para a estrela do time brasileiro, Nathalie Moellhausen. Ela iniciou a reação brasileira, que durou quatro assaltos. Amanda Simeão liderou a tentativa, conseguiu excelente recuperação e chegou a colocar o Brasil a apenas um ponto das ucranianas.
Porém, o ritmo brasileiro caiu a partir do quinto assalto. Em seguida, Rayssa Costa foi mal no sétimo assalto e levou um 4 a 1 de Kseniya Pantelyeyvea. Foi o golpe mortal. Com a vantagem considerável de oito pontos aberta pelas ucranianas, o Brasil precisou arriscar mais nos ataques. Acabou não dando certo. Certeiras no contragolpe, as adversárias não deram mais chances. Restou ao Brasil esperar o fim do duelo: 43 a 32.


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- Sim (poderíamos ter ido mais longe). Só que eu preciso repetir uma coisa. Para ter uma equipe sólida o trabalho tem que durar anos. Não somente meses. Quer fazer um trabalho para Tóquio? O trabalho tem que começar amanhã - analisou Nathalie Moellhausen.
