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Asencio, do Real Madrid, irá a julgamento por pornografia infantil

Zagueiro vai a júri em setembro por divulgação de vídeo íntimo de menor de idade


				Asencio, do Real Madrid, irá a julgamento por pornografia infantil
Raúl Asencio em ação pelo Real Madrid. (Foto: Reprodução/Instagram)


O zagueiro Raúl Asencio, do Real Madrid, será julgado entre os dias 3 e 7 de setembro, por suposto compartilhamento de um vídeo íntimo envolvendo uma menor de idade. A decisão foi tomada após o juiz responsável pelo caso rejeitar os pedidos apresentados pela defesa durante a audiência preliminar, mantendo o processo contra o defensor e outros três ex-jogadores das categorias de base do clube espanhol.

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Diferentemente dos outros três réus, Asencio não responde pela suposta gravação das imagens. A acusação sustenta que o defensor teria solicitado o vídeo e posteriormente o compartilhado com um terceiro, o que pode configurar crime contra a privacidade segundo a legislação espanhola. Apesar de as duas supostas vítimas terem retirado as acusações contra o jogador, a Justiça decidiu manter o processo.

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De acordo com a decisão judicial, os advogados dos quatro réus tentaram retirar do processo provas obtidas durante a investigação, incluindo os dados extraídos dos telefones celulares apreendidos pela polícia espanhola. O magistrado, no entanto, rejeitou os argumentos apresentados.

Nos documentos do processo, o juiz afirmou que a apreensão dos aparelhos não dependia da autorização dos proprietários e sustentou que houve uma tentativa de dificultar o andamento da investigação.

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Segundo a decisão, os investigados realizaram cópias de segurança em serviços de armazenamento em nuvem antes de apagar o conteúdo dos celulares, em uma suposta tentativa de eliminar provas relacionadas ao caso.

Como Asencio é citado na investigação

A investigação tem origem em um episódio ocorrido em junho de 2023, em uma área reservada de um clube de praia nas Ilhas Canárias. Segundo o processo, um encontro sexual envolvendo duas mulheres teria sido gravado sem consentimento e, posteriormente, as imagens teriam sido compartilhadas com outras pessoas.

Enquanto os outros três réus respondem por suposta gravação e divulgação do material, a situação de Asencio é diferente. O defensor é investigado exclusivamente por, segundo a acusação, ter solicitado os vídeos e repassado o conteúdo a um terceiro.

As acusações contra o jogador do Real Madrid estão relacionadas aos dispositivos do Código Penal espanhol que tratam da divulgação de imagens íntimas obtidas sem autorização.

Embora as duas supostas vítimas tenham retirado as acusações contra Asencio durante o andamento do processo, o juiz determinou que ambas deverão confirmar formalmente essa decisão durante o julgamento para que a desistência produza efeitos jurídicos. Em relação aos outros três acusados, as denúncias seguem mantidas.

Ainda na fase de investigação, o Ministério Público espanhol pediu uma pena de dois anos e meio de prisão para Asencio. Os promotores também solicitaram penas de prisão para os demais envolvidos e sustentaram que as duas supostas vítimas desenvolveram transtorno de estresse pós-traumático em decorrência dos fatos investigados.

O caso teve início em setembro de 2023, quando a mais jovem das duas supostas vítimas compareceu, acompanhada da mãe, a uma delegacia da Guarda Civil para registrar a ocorrência. Posteriormente, a outra mulher envolvida também formalizou denúncia.

Segundo os depoimentos prestados na época, as duas afirmaram que descobriram durante o próprio encontro que estavam sendo gravadas e pediram aos jogadores presentes que apagassem imediatamente os vídeos.

De acordo com relatos que vieram a público na imprensa espanhola, elas acreditaram que o pedido havia sido atendido. Meses depois, porém, teriam sido informadas por conhecidos de que as imagens continuavam circulando, o que motivou a apresentação das denúncias às autoridades.

Uma das supostas vítimas chegou a afirmar, em entrevista concedida de forma anônima ao jornal espanhol "Diario AS" em setembro de 2023, que os jogadores disseram que apagariam os arquivos, mas teriam repassado o conteúdo para outros aparelhos.

As investigações avançaram poucos dias depois. Em 15 de setembro daquele ano, agentes da Guarda Civil foram ao centro de treinamento do Real Madrid para cumprir diligências relacionadas ao caso. Três jogadores das categorias de base acabaram detidos, enquanto Asencio foi ouvido inicialmente como testemunha.

Durante o depoimento, no entanto, a posição do defensor mudou. Ao longo da investigação, ele passou a ser tratado como suspeito em razão das acusações relacionadas ao suposto compartilhamento das imagens.

Asencio, do Real Madrid, nega qualquer irregularidade

Desde que passou a ser investigado, Asencio sustenta que não cometeu qualquer crime. Em maio de 2025, após o avanço do processo, o defensor divulgou um comunicado no qual afirmou confiar na Justiça espanhola e voltou a negar envolvimento em qualquer conduta criminosa.

– Não participei de nenhum comportamento que violasse a liberdade sexual de qualquer mulher, muito menos de menores de idade. Caso as acusações sejam formalizadas e um julgamento oral seja instaurado, continuarei apresentando minha defesa perante os tribunais, nos quais deposito total confiança, reafirmando que não estou envolvido em qualquer conduta criminosa – declarou o jogador.

Revelado nas categorias de base do Real Madrid, Asencio soma 80 partidas pela equipe principal e também já recebeu convocações para a seleção espanhola, embora ainda não tenha estreado pela equipe nacional.

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