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Após show no Mundial, objetivos de Ana Marcela são Olimpíada e Canal da Mancha

Atleta de 25 anos leva três medalhas no Mundial, fala em atravessar o Canal da Mancha

A incansável Ana Marcela Cunha já tem novos objetivos. Depois de três medalhas no Campeonato Mundial, que está sendo disputado na Hungria (as competições de águas abertas se encerraram nesta sexta), os olhos já estão na Olimpíada de Tóquio 2020 e em um objetivo inusitado: fazer a travessia do Canal da Mancha, que separa a França da Inglaterra e tem 33 quilômetros na sua menor distância. A prova que lhe deu o ouro no Mundial foi a de 25km.

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- Penso no Canal da Mancha, mas é uma coisa para 2021, pós-Olimpíada, depois de realizar o sonho da Olimpíada. Tenho muita vontade, muita vontade mesmo de atravessar o Canal, é um desafio. Primeiro, é o sonho da medalha, depois o Canal - disse Ana Marcela, bronze nas provas dos 5km e 10km no Mundial.

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O técnico de Ana Marcela, Fernando Possenti, liberou a atleta para tentar o ousado desafio, mas só depois dos Jogos de Tóquio, no Japão, em 2020:

- É melhor deixar para depois da Olimpíada. Não por causa da distância, isso é fácil para ela, já fez provas tão longas quanto. O problema é que a chance de hipotermia é muito grande, a chance de ficar doente, de ter problemas, é enorme - disse Possenti.

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Mesmo ainda jovem, 25 anos, Ana Marcela Cunha tem duas Olimpíadas no currículo. Terminou em 5º lugar os Jogos de Pequim 2008 e acabou em 10º na edição do ano passado, no Rio de Janeiro, quando era uma das favoritas. Em Londres 2012, perdeu a vaga por menos de dois segundos, quando ficou em 11º no Mundial de 2011, na China, que dava dez lugares para os Jogos da Inglaterra.

- A Olimpíada é o objetivo maior. A prova olímpica (10km) é a mais importante, e o bronze aqui (Mundial) me dá mais forças para seguir entre as melhores. O objetivo principal é a Olimpíada, mas tem muita coisa até lá, inclusive precisamos nos classificar - disse.

Ana Marcela tem dez medalhas em Campeonatos Mundiais. É tricampeã dos 25km: Xangai 2011, Kazan 2015 e Budapeste 2017. Tem as medalhas de prata nos 10km e na prova por equipes em 2013 (Espanha). São, ainda, cinco bronzes: nos 5km em 2010 (Canadá), 2013 e 2017, e nos 10km de 2015 e 2017.

Os últimos meses não foram fáceis para Ana Marcela. No início do ano passado, Ana teve uma virose séria e acabou internada por alguns dias. Na sequência, voltou e fez toda a preparação olímpica, mas acabou frustrada após a décima posição obtida na competição do Rio de Janeiro. Dias depois, fez a retirada do baço em uma cirurgia, ficou sem treinar por dois meses, e só começou a se dedicar para valer em janeiro deste ano. Há oito semanas, decidiu trocar de técnico, e voltou com Fernando Possenti, com quem viveu a melhor fase da carreira, entre 2013 e 2015.

O Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos envolve seis modalidades: saltos ornamentais, natação, nado sincronizado, águas abertas, natação, polo aquático e o high diving, que é o salto de plataforma alta. São mais de 2000 atletas presentes, e a delegação brasileira contará com 60 competidores.


				Após show no Mundial, objetivos de Ana Marcela são Olimpíada e Canal da Mancha
FOTO: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

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