Fórmula 1 anuncia mudanças no sistema de motores para temporada 2026
Sistema vem sendo criticado por pilotos

A Federação Internacional de Automobilismo anunciou nesta sexta-feira (8) mudanças no sistema ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities), mecanismo criado para equilibrar o desempenho dos motores na Fórmula 1.
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As alterações aconteceram após o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, o que reduziu o calendário da temporada para 22 etapas. Com isso, a FIA redistribuiu os pontos de avaliação do sistema e ampliou o limite de horas extras destinadas ao desenvolvimento técnico das unidades de potência.
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O regulamento da Fórmula 1 para 2026 introduziu uma nova regra de balanceamento de desempenho entre fabricantes de motores: o sistema ADUO funciona como uma ferramenta de compensação técnica voltada às fornecedoras que apresentarem desempenho inferior em relação às concorrentes ao longo da temporada.
Na prática, o mecanismo busca evitar grandes diferenças de competitividade no primeiro ano do novo regulamento de motores, oferecendo mais tempo de desenvolvimento às marcas que ficarem para trás na disputa tecnológica.


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FIA redistribui avaliações do ADUO
O cronograma original previa três análises de desempenho após a sexta, a 12ª e a 18ª etapas do campeonato. Com a redução do calendário, os pontos de verificação foram ajustados.
Agora, a primeira avaliação acontecerá após o GP do Canadá, quinta corrida da temporada. A segunda será realizada depois do GP da Hungria, na 11ª etapa. Já a última análise permanece marcada para depois do GP da Cidade do México.
Fabricantes poderão receber até 230 horas extras
Além da mudança no calendário de avaliações, a FIA confirmou uma nova distribuição das horas extras de desenvolvimento técnico.
Fabricantes que apresentarem déficit superior a 10% em relação aos concorrentes poderão receber até 230 horas adicionais para evolução dos motores.
- Déficit entre 2% e 4%: 70 horas extras
- Déficit entre 4% e 6%: 110 horas extras
- Déficit acima de 10%: teto de 230 horas adicionais
A medida busca reduzir diferenças de desempenho entre as fornecedoras no primeiro ano do novo regulamento de unidades de potência.
Honda surge como possível beneficiada
A Honda Racing Corporation aparece como uma das fabricantes que podem ser beneficiadas pelas mudanças. A montadora japonesa enfrenta dificuldades neste início de temporada, principalmente após a mudança da parceria da Red Bull Racing para a Aston Martin Aramco Formula One Team sob o novo regulamento técnico.
Com projetos completamente inéditos para 2026, todas as fabricantes ainda buscam adaptação às novas regras da Fórmula 1, cenário que aumentou a importância do sistema de equilíbrio criado pela FIA.
