Em duelo de mentalidades, Brasil, hoje de Tite, revê carrasco Henry
Campeão em 1998 e autor do gol que eliminou Brasil em 2006, atacante é a arma da Bélgica por uma mentalidade vencedora diante de um Brasil mentalmente
O embate entre Brasil e Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo, em Kazan, às 15h da próxima sexta-feira, terá um contorno especial, em particular no banco de reservas. Carrasco da Seleção Brasileira, o ex-jogador de futebol francês Thierry Henry, agora auxiliar técnico dos belgas, tentará usar sua mentalidade vencedora para manter vivo o sonho de um inédito título para a tão badalada e promissora geração dos país cuja capital é Bruxelas. Para isso, terá de passar pelos "mentalmente fortes" canarinhos de Tite.
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Na história, Henry disputou quatro Copas do Mundo pela França. Venceu a Seleção Brasileira, então comandada por Zagallo, na final de 1998 (não entrou em campo na decisão, mas estava no grupo). Depois, em 2006, fez o gol do 1 a 0 que eliminou o Brasil de Carlos Alberto Parreira justamente nas quartas de final. Em tal edição do Mundial, os franceses ficaram com o vice-campeonato e os italianos conquistaram o tetra. Agora, a missão de Henry é justamente ensinar os belgas a vencerem.
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- Thierry teve um grande papel. Ele tem a experiência de ter vencido uma Copa do Mundo, e isso não tem preço para nós. Vamos ter que romper barreiras psicológicas e ele nos ajuda muito nisso - havia dito o meia Witsel, antes de começar as oitavas de final da Copa do Mundo.

Algo incomum para outros técnicos e muito comum para o treinador da Seleção Brasileira tem se repetido nesta Copa do Mundo: os auxiliares Cleber Xavier e Sylvinho direto estão ao lado de Tite em entrevistas coletivas, ratificando o importante papel que têm no Brasil, embora não sejam nomes tão badalados como Henry.


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Eles, assim como os outros membros da comissão de Tite, são fundamentais na construção da mentalidade forte que habita a atual Seleção Brasileira. O grupo fechado, o controle psicológico e a entrega física durante os jogos são algumas das armas brasileiras sob o comando do paizão Tite.
Uma fortaleza mental pentacampeã, de defesa sólida e ataque oportunista e letal, que terá pela frente uma promissora geração em busca de dar a Henry um pedacinho a mais da história das Copas. A virada contra o Japão, nas oitavas de final, mostrou que a mentalidade, de fato, parece ter se transformado.
