Presidentes de CSA e CRB se mostram contrários a privatização do Rei Pelé

Rafael Tenório do Azulão e Marcos Barbosa do Galo visitaram os estúdios da Rádio Gazeta AM na tarde desta quarta-feira (20)

O programa "Bola Quente" da rádio Gazeta AM, recebeu na tarde desta quarta-feira (20) as presenças dos presidentes dos dois principais clubes da capital alagoana. Rafael Tenório, presidente do CSA, e Marcos Barbosa, presidente do CRB, conversaram com jornalistas e torcedores que participaram durante o programa sobre diversos aspectos do futebol alagoano, como uma possível privatização do Estádio Rei Pelé, além da questão que envolveu a reprovação do Trapichão por parte da vistoria realizada pela Polícia Militar.
Perguntados sobre uma possível privatização da maior praça esportiva do Estado de Alagoas, com o objetivo de conquistar melhores condições para o estádio, o presidente do Galo, Marcos Barbosa foi claro.
- Acho que acabaria com o futebol do estado. O Estado tem de tomar conta do Rei Pelé e tenho certeza que o governador Renan Filho vai tomar as providências necessárias, para, desta maneira, resolveremos esses  problemas.
Rafael Tenório, que preside o Azulão do Mutange, seguiu a mesma linha e defendeu que o complexo que compõe o estádio seja melhor utilizado:
- Concordo com o Marcos. Acredito que o Rei Pelé deve ser revitalizado, sendo utilizado como um local de convivência da sociedade. Antigamente, o Rei Pelé tinha uma churrascaria, espaços para eventos, reuniões, e outros. O Estado poderia estudar alternativas para movimentar mais aquele complexo e fazer com que o local também gere receita aos cofres públicos. 
Sobre o assunto da vistoria, o presidente do CSA, Rafael Tenório, falou sobre as suas impressões da sua última visita ao Estádio Rei Pelé:
- Nós entramos pelo portão quatro e vimos uma situação difícil. As lâmpadas queimadas, banheiros sem funcionar, enfim. Os cuidados têm sido tomados nos setores que o torcedor enxerga, mas a parte interna de estrutura para os clubes, incluindo também a segurança, precisamos melhorar. 

Marcos Barbosa, presidente do CRB - Foto: FOTO: Rafael Maynart

Já o presidente Marcos Barbosa se mostrou otimista com a reunião realizada em conjunto com o CSA e a secretária de Estado, de Esporte e Lazer, Cláudia Petuba:
- Acho que foi uma reunião boa, mas precisamos de decisões. Nós não podemos deixar que o Rei Pelé, que teve duas reformas recentes, chegue nessas condições. Vamos requerer a documentação da firma que realizou a última reforma para realizarmos uma verificação dos serviços que foram feitos. Vamos atuar junto ao governador Renan Filho para  resolver essa questão. A secretária Cláudia Petuba quer resolver o problema do Estádio, mas a SELAJ necessita de recursos. Estamos conversando com a bancada federal para o envio de emendas parlamentares. Esses recursos podem ser utilizados para as melhorias necessárias no Rei Pelé.

Rafael Tenório, presidente do CSA - Foto: FOTO: Rafael Maynart

Os presidentes também se mostraram otimistas para os clássicos. Rafael Tenório avisou que não será fácil bater o Azulão em 2016:
- Quando eu digo que nós traçamos um planejamento para o CSA,  posso assegurar que a nossa comissão técnica vai começar e terminar o alagoano. Não será o fracasso em um ou dois jogos que vai fazer com que a gente mude. Nós traçamos um objetivo e vamos focar nele, passo a passo. Não abriremos mão do nosso objetivo que é chegar a final do campeonato. Posso assegurar ao presidente Marcos Barbosa que desconsidere o passado, porque o CSA esse ano vai forte.
Em resposta, Marcos Barbosa pregou a paz nos estádios, mas assegurou que mais uma vez o CRB sairá vencedor:
- Eu gosto de ver assim, quando eles estão animados, mas depois ficarão tristes. Futebol é assim nas quatro linhas. Mas essa rivalidade sadia que estamos conversando aqui, tem que ficar dentro do campo. A torcida tem que ir consciente que dentro do campo nós podemos vencer, empatar ou perder.
Os dois presidentes também confirmaram que assistirão o clássico das multidões lado a lado no Estádio, incentivando que os torcedores de ambos os clubes mantenham o clima de paz e amistosidade e que a rivalidade fique apenas nas 4 linhas.
Os presidentes ainda defenderam a volta da venda de bebidas alcoólicas no Rei Pelé. Para os mandatários, a violência nos estádios não tem relação direta com a bebida alcoólica. "Eu acho que não serão dois copos de cerveja que vão denegrir  o espetáculo. Quantas confusões nós tivemos no Rei Pelé, perdendo alguns mandos de jogos, que não tiveram envolvimento com bebida alcoólica? Pedi na Assembleia Legislativa que os deputados votassem à favor da venda de bebidas. Por que a seleção brasileira pode vender e os clubes não podem?", indagou Barbosa.