Na elite do futebol brasileiro, CSA comemora 106 anos neste sábado
Azulão chegou à elite nacional justamente nesta temporada e mantém o foco para fugir do rebaixamento. Em má fase na Série A, clube busca fugir do Z-4
Em 7 de setembro de 1913, surgia o Centro Sportivo Sete de Setembro que foi criado para os esportes amadores como boxe, luta greco-romana, além de levantamento de peso, lançamento de dardo e de disco e esgrima. Em 1917, os esportes náuticos passaram a fazer parte do clube e os desportistas utilizavam a Lagoa Mundaú para passeios e competições náuticas. A atual nomenclatura só foi alterada no ano seguinte e o clube passou a ser chamado de Centro Sportivo Alagoano.
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O futebol surgiu no ano de 1915, junto com a mudança da sede do clube, quando as atividades passaram a serem realizadas em um prédio na Praça da Independência, antiga Praça da Cadeia, pertencente ao Tiro de Guerra. Também neste local, aconteciam os treinos e jogos do Azulão. A primeira partida foi contra uma equipe formada por alagoanos que estudavam no Recife, e os azulinos venceram por 3 a 0.
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O local que hoje é símbolo do Azulão e é denominado como sede social e centro de treinamentos do CSA foi inaugurado em 22 de novembro de 1922, no bairro do Mutange, em Maceió. Por ser um lugar moderno para a época, o Mutange sediou a primeira partida internacional, entre CSA 1x1 Velez Sársfield. Hoje, este local é tido como segunda casa dos torcedores do CSA, a qual eles tem como sagrada.

No futebol, o primeiro título conquistado pelo Azulão foi o Campeonato Alagoano em 1928, alcançando o bicampeonato em 1929. O clube é o maior detentor de taças estaduais, com 39 anos troféus em sua galeria. Além da supremacia no estado, o CSA é o único clube alagoano a conquistar um título brasileiro, ocorrido em 2017, quando o time marujo levantou a taça de campeão brasileiro da Série C.


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Outro capítulo importante da história azulina é a Taça Conmebol de 1999 (que hoje é a Copa Sul-Americana), onde chegou a grande final e ficou com o vice-campeonato, sendo o único clube do Nordeste a alcançar tal feito.
No ano 2008, o CSA conquistou o 37º título estadual após uma fila de 9 anos. Em dois jogos eletrizantes contra o ASA, o clube mais tradicional de Alagoas sagrou-se campeão após uma vitória por 2 a 1 em Arapiraca e um empate por 2 a 2, no Rei Pelé.
Em 2009, o Azulão foi do céu ao inferno. Fez história ao eliminar o Santos na Copa do Brasil, em plena Vila Belmiro. Após o empate por 0x0 no Trapichão, o time marujo surpreendeu a principal equipe do futebol brasileiro à época e com um gol de Júnior Amorim e uma atuação espetacular do goleiro Jeferson. Mas escreveu o pior capítulo de sua história, o rebaixamento à segunda divisão do Campeonato Alagoano.

"Fui pra segunda, paguei meus pecados, voltei pra primeira só pra infernizar. Quem foi pensando que eu morri tava enganado, vai viver mal-assombrado toda vez que me enfrentar", diz trecho da letra da música de Eliezer Setton, que configura bem o que foi o ano de 2010 para os azulinos.
Após conquistar o título da segundona do Alagoano, o CSA retornou à elite do futebol estadual e não saiu mais. O pior capítulo da história azulina hoje serve como motivação para outras gerações de jogadores que vestem azul e branco.
Outro capítulo importante foi o tetracampeonato alagoano em 1996, 1997, 1998, 1999, com uma das maiores gerações do clube.
Seguindo os fatos inéditos no futebol, o Azulão se tornou o primeiro clube do mundo a sair da Série D à Série A de forma consecutiva (2016-2017-2018-2019). E, no ano em que completa 106 anos, o Azulão do Mutange vive, talvez, o melhor momento de sua história. Conquistou o bicampeonato alagoano e disputa a primeira divisão do Campeonato Brasileiro nesta temporada.
Na elite nacional, a fase não é das melhores. O time marujo ocupa a vice-lanterna da competição, com 12 pontos. Mas os feitos das últimas temporadas deixam o torcedor azulino com esperanças. Afinal, como eles dizem: Se não for sofrido, não é CSA!

Didira, que vestia a camisa do ASA em 2008, chegou ao CSA em 2016 e é um dos remanescentes do Resgate do Azulão. O meia contou quais foram os melhores momentos com a camisa azulina, nesses quatro anos. "O primeiro momento foi o acesso da D para C, que foi difícil, complicado e de superação e, ao final, conseguimos alcançar o objetivo de ir para Série C. E o outro foi o título brasileiro na terceira divisão; foram os principais momentos que vivi aqui", comentou o meia azulino.
PROGRAMAÇÃO:
O Azulão fará a tradicional missa em ação de graças ao aniversário do clube, que acontece neste sábado (7), às 9 horas, no Centro de Treinamentos Gustavo Paiva. Além do tradicional "parabéns para você". Além disso, o torcedor poderá acompanhar o último treinamento da equipe para a partida contra a Chapecoense.
