Morando no Mato Grosso, alagoano faz sucesso pelo mundo no muay thai

Natural de Maceió, Gilvan Alves Júnior, o Selva, já faturou títulos de campeão da Copa do Brasil, tricampeão brasileiro e campeão mundial (WMO)

Detentor de vários títulos no muay thai, o alagoano Gilvan Alves Júnior, o Selva, como é conhecido, natural de Maceió, tem construído uma carreira vitoriosa no Mato Grosso, onde reside na capital, Cuiabá. Ele já faturou títulos como os de campeão da Copa Brasil 2017, bicampeão Strong Fight 2014-2015, tetracampeão estadual 2016-2017-2018-2019, tricampeão brasileiro 2016-2017-2018, vice-campeão mundial (WMO) 2017 e campeão mundial (WMO) 2018.
Do alto de seu 1,82m, com 110 kg e aos 33 anos de idade, Gilvan Alves representa o Estado de Mato Grosso, na categoria super-pesado profissional. Selva praticou judô por 14 anos, no entanto, há 13 anos treina muay thai e já compete há oito anos.
Ele conta que começou a treinar muay thai porque tinha como meta lutar MMA e, para isso, seria necessário que tivesse contato com várias modalidades de lutas. Contudo, logo após ter participado da primeira competição toda sua energia foi canalizada para o boxe tailandês. 
O que é

Gilvan Alves mais uma vez no lugar mais alto do pódio, no Campeonato Brasileiro de 2016, realizado em São Paulo - Foto: FOTO: Arquivo pessoal

Muitas pessoas confundem muay thai, boxe e MMA, basicamente as modalidades se diferem do seguinte modo: no boxe, também conhecido como pugilismo, apenas as mãos são utilizadas nas lutas; no MMA é uma mistura de artes marciais, como seu próprio nome em inglês já diz, é uma mistura de outras artes marciais com características do muay thai; já no muay thai, uma arte marcial tailandesa, também conhecido como boxe tailandês, é um esporte de combate com uso de cotovelos, joelhos, canelas, pés, além das mãos.
Com mais de 2.000 anos de existência, o muay thai chegou ao Brasil em 1979, e desde então é febre nas academias de lutas. Uma das formas de saber o grau de evolução que o profissional se encontra no esporte é a kruang ou prajied, uma espécie de trança feita com cordas de diferentes cores, no máximo duas ao mesmo tempo, as cores dependem da graduação do atleta. 
A graduação é construída ao longo de anos de dedicação. Além da kruang outro objeto utilizado por lutadores é o mongkon, uma corda trançada como se fosse uma  coroa, mas com uma ponta. Esse objeto é colocado na cabeça dos lutadores no momento das competições. A kruang correspondente à graduação do campeão Selva é a de cor marrom, segundo ele, conquistada ao longo de 13 anos de muita dedicação. 
Cores

Gilvan Alves Júnior utiliza na cabeça o mongkon nas cores verde a amarelo, como sinal de patriotismo - Foto: FOTO: Arquivo pessoal

Nas lutas profissionais são utilizados kruangs ou prajieds e mongkon especiais, diferentes dos utilizados para demonstrar a hierarquia. A cor que o alagoano utiliza nas competições é o verde e amarelo. Ele escolheu essas cores como sinal de patriotismo. No momento do combate, utiliza-se duas kruangs, uma no braço esquerdo e outra no direito, é também utilizado na cabeça o mongkon, da mesma cor da kruang.
As cores de kruang para utilização fora de competições profissionais não são padronizadas. No Brasil, por exemplo, existem três confederações mais famosas e cada uma delas utilizam cores diferentes para demonstrar o grau de hierarquia do profissional dentro da modalidade. No entanto a confederação da Tailândia é exemplo a ser seguido já que é o berço do muay thai. 
Federações
Tetracampeão estadual de muay thai, Selva é filiado à Federação Mato-grossense (FMTTMT), Federação de Muay Boran e Muay Thai de Mato Grosso, ligada à Confederação Brasileira de Muay Boran e Muay Thai, por sua vez ligada à Confederação da Tailândia.
Para as pessoas que têm interesse em praticar o esporte, Selva afirma que com o desenvolvimento dos treinos é possível um maior controle da mente e do corpo, o que resulta em melhora na autoestima, trabalha o autocontrole, proporciona alta queima calórica, além da autodefesa. "Ou seja, muay thai vai muito além de socos e chutes. A qualidade de vida melhora substancialmente, os benefícios são gigantescos", encerra o alagoano.