Torcida Mancha Azul é suspensa de participar de jogos e demais atividades esportivas por 60 dias

Iniciativa foi acatada devido à sequência de atitudes violentas por parte de integrantes do grupo contra torcedores adversários locais ou visitantes

Após ação ajuizada pelo Ministério Público de Alagoas (MP/AL), por meio das promotorias de Justiça do Torcedor da Capital, a Torcida Organizada Mancha Azul, do CSA, foi suspensa de participar de jogos em estádios, além do funcionamento e de suas atividades, pelo prazo de 60 dias. O pedido foi acatado, conforme decisão do juiz Cláudio José Gomes Lopes.

O MP/AL informou que a medida foi tomada devido à sequência de atitudes violentas por parte de integrantes da Mancha Azul contra torcedores adversários locais ou visitantes, bem como ameaças contra a direção do clube, por meio de gritos de guerra e pichações em suas residências.

Aliado a isso, a ação levou em consideração o testemunho de vítimas que teriam sido perseguidas e interceptadas pela referida torcida organizada e o pedido formal da Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento da Capita (CPC), pela interrupção temporária de sua atuação.

Os promotores da ação ainda informaram sobre alguns registros de violência promovidos por integrantes da Mancha Azul. Um dos relatos envolve o ocorrido em 2 de junho deste ano, em duas praças que fazem divisa com os bairros Poço, Jatiúca e Ponta Verde. No momento, os torcedores regatianos foram surpreendidos com arremessos de explosivos de fabricação caseira que partiram de um veículo ocupado por pessoas uniformizadas com roupas da torcida azulina. Ainda houve revide, tumulto e vítimas ficaram feridas.

Também há o registro de vandalismo, sendo um no dia do jogo contra o Cruzeiro-MG e outro no dia 13 de agosto, quando, por meio de informações do serviço de inteligência, policiais do 8º Batalhão interceptaram um veículo Gol, que dava proteção a um ônibus de torcedores azulinos e com seus ocupantes foram encontrados cinco rojões, um artefato explosivo com esferas de vidro e pólvora, uma pedra de crack e sete cigarros de maconha, além de um spray azul, confirmando os atos ilícitos.

Outro fato registrado e denunciado, inclusive repercutido em redes sociais, ocorreu no último dia do mês de agosto quando indivíduos, supostamente da torcida organizada azulina, aterrorizaram moradores da região, arremessando artefatos explosivos confeccionados com pregos e esferas de vidro contra a sede da Torcida Organizada Comando Alvirrubro, do arquirrival CRB.

A ação também leva em consideração as ameaças veladas contra o presidente do clube, o advogado Omar Coêlho, cujas denúncias já culminaram na instauração de inquérito policial, visando apurar a ocorrência de crimes por parte da torcida organizada requerida em relação ao presidente do CSA e em virtude de tentativa de invasão e intimidação dos jogadores e dirigentes em seus locais de trabalho.

“Ocorre que, apesar das diversas tentativas de se estabelecer um clima de torcida saudável aos eventos esportivos, chegou ao conhecimento do Ministério Público diversos e lamentáveis episódios ocorridos, como os narrados acima, os quais possibilitam constatar a reiteração de atos de violência perpetrados pela torcida organizada Grêmio Recreativo Esportivo e Cultural Torcida Organizada Mancha Azul”, diz trecho da ação.

*com informações da assessoria.