CSA não sai do zero contra o Salgueiro e se complica na Copa do Nordeste
Azulão joga mal, vai a três pontos com empate fora de casa e segue na penúltima colocação do grupo D
Não deu para o CSA. Jogando no Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro, interior pernambucano, o time do Mutange até que tentou, mas voltou a fazer uma partida para ser esquecida pela Copa do Nordeste. Contra o Carcará, o Azulão não criou o bastante e acabou não saindo do zero fora de casa, onde precisava vencer para aumentar suas chances de classificação. Agora, com apenas três pontos em quatro jogos, vê ainda mais reduzida a possibilidade de avançar, pois, já não mais depende apenas de si no grupo D.
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Com o resultado, o CSA é o penúltimo colocado. Está à frente do lanterna Salgueiro por apenas um ponto. Outro detalhe é que o Ceará venceu o Sampaio Corrêa e foi a nove pontos, dois a mais que o próprio time maranhense, o vice-líder da chave. Como restam apenas duas partidas para o término da primeira fase, o clube marujo precisaria vencer ambas - contra Ceará (em casa) e Sampaio (fora) - e ainda torcer por combinação de resultados.
Contudo, não há tempo a perder, pois, o elenco azulino já começa a voltar suas atenções para o Campeonato Alagoano, já que, na quarta-feira que vem, será a vez de encarar o ASA, pela primeira partida das semifinais, no Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca.


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O jogo
O Azulão entrou em campo bastante modificado em relação à equipe que iniciou a partida contra o Coruripe, pelo Estadual. Precisando do resultado positivo, o técnico Marcelo Cabo escalou o time com três atacantes, promovendo o retorno de Leandro Kível. Mexeu em todos os setores, com direito à estreia do zagueiro Rony, poupando os considerados titulares. Porém, viu um CSA apático no primeiro tempo, com o Salgueiro criando ao menos três chances de abrir o marcador.
A primeira delas saiu aos 18 minutos, quando, após falha da zaga azulina, o atacante Willian dominou na entrada da área e chutou forte. A bola acertou o poste esquerdo do goleiro Cajuru e saiu pela linha de fundo.
Já a segunda veio apenas dois minutos depois. Vindo de trás, o zagueiro Tamandaré chutou com categoria de fora da área e viu a bola passar perto do poste direito do goleiro.
Preso à marcação, o CSA não conseguia sair em velocidade. E sem acertar o último passe, o time visitante quase foi vazado aos 32, em cruzamento da direita. A zaga azulina não conseguiu fazer o corte e Fabiano chutou cruzado, vendo Cajuru fazer grande defesa.
A resposta veio três minutos depois, na única jogada de efeito do Azulão em toda a primeira etapa. O meia Caíque cruzou da direita, a defesa falhou e Kível pegou a sobra. O atacante soltou uma bomba e, após desvio, a redonda passou à esquerda do goleiro Mondragon.
Segundo tempo abaixo do esperado
Os times voltaram sem alterações para a segunda etapa, que, tecnicamente, continuou a desejar, com cada equipe alternando apenas uma boa chance. Pelo CSA, Marcelo Cabo trocou Leandro Kível por Daniel Costa, desfazendo o esquema com três atacantes, e Rodrigo Lobão pelo lateral Paulinho. O Azulão até melhorou, mas seguiu preso à marcação.
Já no final, foi a vez do volante Boquita dar lugar ao lateral John Lennon, com o treinador apostando numa dobra de laterais com Celsinho, mas já não havia tempo suficiente para uma reação, e o jogo seguiu inalterado até o apito final do árbitro sergipano Diego da Silva - bastante criticado pelos jogadores do CSA, que pediram pênalti em chute que acertou o braço de zagueiro do Carcará dentro da área.
