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Clubes alagoanos negam participação em esquema de apostas

Miguelense, Guarany e Dínamo receberam com surpresa operação da Polícia Federal de Sergipe

A manhã desta quarta-feira (9) começou com uma notícia no mínimo delicada. Alguns portais nacionais e locais informaram sobre a segunda parte da Operação Jogada Ensaiada, feita pela Polícia Federal de Sergipe, que investiga casos de manipulação de resultados no futebol. Nela, quatro clubes alagoanos foram citados: FF Sport, Miguelense, Guarany Alagoano e Dínamo.

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A Gazetaweb.com entrou em contato com o presidente desses quatro clubes, porém, três deles responderam que receberam as informações com muita surpresa. Francisco Ferro, do FF Sport, não respondeu até o fechamento desta matéria, mas o espaço segue aberto em caso de pronunciamento.

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A ação da polícia, que contou com 60 policiais, cumpriram 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Aracaju (SE), Araguaína (TO), Assu (RN), Belo Horizonte (BH), Brasília (DF), Campina Grande (PB), Fortaleza (CE), Igarassu (PE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Sumaré (SP). Equipes estão nas casas de empresários, jogadores de futebol e apostadores envolvidos no esquema.

Os jogos de alagoanos citados aconteceram pelo Campeonato Alagoano Sub-20 e pela Segunda Divisão, ambos em 2022. Em 3 de setembro de 2022, quando o Guarany venceu o Miguelense, por 3 a 1 (pelo Sub-20), e em 16 de junho, quando o FF Sport venceu o Dínamo, por 5 a 0.

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O presidente do Guarany, Matheus Gonzaga, contou alguns detalhes de como foi surpreendido com tais notícias.

"A gente recebeu com surpresa essas informações, que muitas matérias vincularam a imagem do Guarany. Nós, em momento algum, fomos alvo de operação policial. Não fomos convidados a prestar esclarecimentos. Eu considero uma irresponsabilidade você apontar o envolvimento, quando na verdade tudo é suspeita. Automaticamente, se tem uma situação como essa, os clubes são no máximo suspeitos".

Matheus ainda completou, afirmando que se algo aconteceu é completamente fora da alçada da responsabilidade do clube, relembrando casos famosos, onde os suspeitos foram os jogadores.

"A suspeita recai sobre a partida [Guarany 3x1 Miguelense], o que não quer dizer, necessariamente, que os dois clubes precisam estar envolvidos. Acho que o desenrolar dessas investigações é muito claro. Em nenhum dos casos os clubes sabiam do comportamento desses atletas. O Guarany não tinha conhecimento do que estava acontecendo, nega todos os fatos imputados à instituição. A gente não pode garantir que nenhum atleta do clube tenha se envolvido".

Matheus complementou, afirmando que vai atrás do inquérito instaurado. "Como advogado que sou, vou me inteirar da investigação. Tentar acessar o inquérito e ter mais profundidade com relação ao que, de fato, está se investigando, para que a gente possa trazer essa clareza de informação", afirmou.

Ele reiterou a confiança em seus jogadores que estiveram na partida. "Queria deixar registrado que o Guarany manifesta apoio aos seus atletas e aos profissionais que estiveram atuando nessa partida. Até que se prove o contrário, a gente reforça essa confiança no caráter dos nossos atletas", finalizou.

Já Jorginho Siri, presidente do Dínamo, foi um pouco mais simples e ressaltou que nem sabe como funcionam os tais esquemas de apostas.

"Não tomei conhecimento [da situação]. Nosso trabalho é social e não compactuamos com essa prática. Infelizmente essas apostas, que têm a concordância da Fifa, da CBF, deveriam ser banidas. Se tiver alguém no meu grupo que faça isso, já excluo imediatamente. Nosso trabalho é resgatar jovens através do esporte. Nossa prática não combina com isso", afirmou.

Melk Duque, presidente do Miguelense, relembrou que o Mutum do Agreste já foi absolvido de uma acusação no início desta temporada e afirmou que tomará providências.

"Eu acho engraçado vocês [imprensa]. Vocês não divulgaram quando fomos absolvidos. Aonde a polícia foi fazer a operação, todo mundo recebeu a visita da mesma. Aí um site daqui do Estado vai e vincula a gente a essa matéria. Aí eu estou procurando outras vias, porque isso é uma informação que nem eu sabia", afirmou.

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