CSA: Marcelo Cabo é apresentado e diz que pensa em acesso e título

No Complexo Gustavo Paiva, técnico esteve ao lado do presidente do clube, Rafael Tenório, e concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (23)

O dia chuvoso foi de apresentações no CSA. Na tarde desta sexta-feira (23), no Complexo Gustavo Paiva, o técnico Marcelo Cabo esteve ao lado do presidente Rafael Tenório e concedeu entrevista coletiva em seu retorno ao clube azulino.

O primeiro a falar, antes das perguntas da imprensa, foi Rafael Tenório, que classificou a data como um dia histórico para o time marujo.

"Hoje é um dia histórico, porque pela primeira vez eu estou aqui no novo CT e trazendo o novo treinador para comandar o CSA nessa competição. Temos um projeto grandioso, tanto para o CT, quanto para o futebol. Nós estamos iniciando um novo ciclo no CSA, com o professor Marcelo Cabo, a quem nós temos uma relação de amizade desde janeiro de 2018", disse Tenório.

Com a palavra, Cabo afirmou ser uma satisfação retornar ao Azulão. A primeira passagem do treinador foi em 2018 e durou até a metade de 2019.

"Satisfação muito grande retornar ao CSA nesse momento histórico, pela primeira vez neste CT de excelência. Já tive a oportunidade de visitar as instalações. Muito motivado, muito feliz com esta oportunidade. A gente sabe do que a gente construiu na primeira passagem e a gente espera, na sequência desta temporada, voltar aos tempos de conquista", ressaltou.

O treinador foi bem otimista em sua fala. Não só colocou o acesso para a Série B como principal objetivo, mas arriscou que a equipe pode pensar em brigar pelo título.

"Quando a gente chega em um clube como o CSA, a gente não pode pensar em outra coisa a não ser o acesso e brigar pelo título. A gente encontra a equipe numa situação mediana, mas plausível. Estamos fora do G8 por saldo de gols. Temos 10 rodadas pela frente, um campeonato de tiro curto e não temos tempo a perder. Cheguei hoje, visitei o CT, vamos dar o treinamento e pensar no América. Importante é buscar a classificação".

Mas, o espaço também serviu para perguntas polêmicas, já que corre uma ação na justiça, onde o treinador cobra alguns débitos do clube. Porém, o professor poupou as palavras.

"Isso está entregue ao meu jurídico e ao jurídico do clube. Os jurídicos estão conversando para terem um bom entendimento", revelou.

Um tema muito debatido por alguns jornalistas foi a primeira passagem, bastante vitoriosa, por sinal. Com Cabo, o CSA foi vice-campeão da Série B e conquistou o Campeonato Alagoano em duas oportunidades.

"Na minha primeira passagem, fomos vice-campeões da Série B, bicampeão estadual, disputamos uma Série A. Mas, claro que todo profissional tem que seguir sua vida. Tivemos dias de glórias, conquistas. Não é o fato de o CSA estar na Série C que não me motivou a vir. A gente precisa arregaçar as mangas e colocar o CSA no lugar de onde ele não deveria ter saído. O projeto apresentado foi sério. Todos que estão envolvidos neste projeto tem capacidade de alavancar o CSA".

Quem não foi esquecido, foi o técnico Vinícius Bergantin, demitido na última quarta-feira (21). Cabo elogiou o antecessor e reafirmou que trabalhará todos os segmentos.

"A gente precisa trabalhar todas as vertentes, deixar bem claro que respeitamos muito o trabalho do Vinícius [Bergantin], grande profissional, que tenho grande respeito. Temos que trabalhar todos os segmentos, físicos, técnico, tático, psicológico, fazer os jogadores entenderem o tamanho do clube que estão representando. A possibilidade de a gente buscar esse título é muito grande", disse.

CAbo entre o presidente azulino, Rafael Tenório, e o superintendente de futebol do clube, major Aldo Dantas - Foto: Reprodução/Instagram CSA

Confira outros trechos das falas de Cabo:

Passagens ruins em Remo e Chapecoense.

"Não gosto muito de falar do que passou. Todo profissional, tem que ter novas conquistas. Desde que eu saí do CSA tive um acesso, levei o Atlético-GO duas vezes à Copa Sul-Americana, fui campeão da Taça Rio com o Vasco. Claro, nenhum profissional vive só de conquistas. Tive muitas conquistas no CSA, é um clube que, com certeza, foi onde mais conquistei neste milênio".

Novo CT do CSA

"Fiquei muito feliz de entrar aqui no CT. Tenho certeza que quando estiver concluído, 100%, vai ser um dos melhores do Brasil. Claro, que é muito diferente de 2018. A gente tem muita saudade do Mutange, é uma história linda, mas, é uma nova modernidade. CSA evoluiu em estrutura".

Retorno

"Se eu não tivesse um respeito imenso pela instiutição, diretoria e torcida, eu não teria voltado. Eu carrego gratidão. O CSA me impulsionou para o futebol brasileiro. Devo muito ao CSA. Depois de eu ter ido trabalhar no Vasco, ter tido um acesso com o Goiás. A maior virtude do ser humano é gratidão. É um clube que me abriu as portas, e acho que agora o CSA estava precisando de mim. Independente da série que o CSA estiver disputando".

Elenco e reforços

"Eu costumo dizer que nosso laço com o clube não se rompe nunca. Estamos sempre vendo jogos do CSA. Já me reuni com o Bebeto [Moraes], já me passaram todo relatório, Gabriel [Cabo] já pegou informações. Todos conhecem minha forma de trabalho, é um trabalho integrado. Vamos dar continuidade ao trabalho do Vinícius e já tenho conhecimento pleno da equipe. Até o final desta fase, vou pensar jogo a jogo, como se fosse final".

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