Por que um candidato com mais votos pode não ser eleito deputado? Entenda o cálculo
Sistema proporcional considera os votos dos candidatos e das legendas para distribuir as cadeiras

Um candidato a deputado pode receber mais votos que outro e, mesmo assim, não ser eleito. Isso acontece porque deputados federais e estaduais são escolhidos pelo sistema proporcional, no qual o desempenho do partido ou da federação também determina o resultado.
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O primeiro cálculo é o quociente eleitoral. A Justiça Eleitoral divide o total de votos válidos para o cargo pelo número de cadeiras disponíveis. Em Alagoas, são nove vagas para deputado federal e 27 para deputado estadual.
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Depois, é calculado o quociente partidário. Nessa etapa, os votos de todos os candidatos e os votos de legenda de cada partido ou federação são somados para definir quantas cadeiras o grupo político terá.
As vagas obtidas são ocupadas pelos candidatos mais votados dentro da respectiva lista. As cadeiras que permanecem abertas após o cálculo inicial são distribuídas pelas regras das sobras eleitorais.


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Foi por causa desse sistema que Nivaldo Albuquerque, com 67.631 votos, e Paulão, com 63.813, não foram eleitos deputados federais em 2026, enquanto Gilvan Barros conquistou uma cadeira com 63.061 votos.
Gilvan foi beneficiado pelo desempenho da Federação PSDB Cidadania. Nivaldo ficou como suplente da Federação União Progressista, enquanto a federação de Paulão não conquistou vaga.
Os votos não foram perdidos nem houve inversão direta do resultado. Eles foram contabilizados dentro das listas partidárias, conforme as regras aplicadas às eleições proporcionais.
