PM recebeu várias denúncias antes de deter suspeito de compra de votos em Maceió
Comando afirma que equipes de inteligência estão nas ruas para apurar relatos de crimes eleitorais durante a reta final
A Polícia Militar de Alagoas recebeu várias denúncias sobre possíveis crimes eleitorais antes de realizar a abordagem que terminou com a condução de um homem à sede da Polícia Federal, em Maceió, nesta sexta-feira (2). Segundo o tenente-coronel Sílvio César, que responde pelo Comando de Policiamento da Região Metropolitana, os relatos mencionavam supostas compras de votos e distribuição de cestas básicas.
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De acordo com o oficial, as denúncias chegaram por meio dos canais da Segurança Pública e também foram acompanhadas por vídeos que circulavam nas redes sociais. A partir das informações, as equipes foram orientadas a ficar atentas às características de um veículo e de uma pessoa que estariam envolvidas na suposta prática.
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Durante as diligências, policiais localizaram um carro com características semelhantes às descritas nas denúncias e abordaram o ocupante. Na vistoria, foram encontradas duas cestas básicas, cerca de R$ 500 em espécie e materiais de campanha de candidatos.
O tenente-coronel ressaltou, porém, que a equipe responsável pela abordagem não presenciou nenhuma entrega de cesta básica nem qualquer ato de compra de votos.


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“Efetivamente, a guarnição que abordou não visualizou a entrega da cesta e não visualizou a compra do voto”, afirmou Sílvio César.
Entre os materiais localizados estavam imagens e propagandas de candidatos que disputam cargos nas eleições deste ano. O policial citou nomes como JHC, Marina JHC e Francisco Salles, mas não apontou qualquer envolvimento dos candidatos na suposta prática investigada.
Segundo o comandante, a quantidade de material de campanha encontrada no veículo não era considerada muito grande, mas era suficiente para chamar a atenção dos policiais durante a abordagem.
Suspeito nega compra de votos
O homem conduzido à Polícia Federal negou envolvimento com compra de votos. Conforme o relato do comandante, ele afirmou apenas ter preferências políticas e negou que estivesse atuando para algum candidato ou praticando corrupção eleitoral.
O suspeito também recebeu atendimento de um advogado e foi ouvido pela Polícia Federal. Todo o material apreendido durante a abordagem foi entregue à autoridade policial, que deverá avaliar os elementos apresentados e decidir sobre os próximos passos da investigação.
As imagens que circulavam nas redes sociais também foram encaminhadas à PF. Segundo Sílvio César, esse conteúdo pode contribuir para esclarecer as circunstâncias do caso.
“Tudo isso que foi filmado, tudo isso que foi encontrado está de posse já da Polícia Federal”, declarou.
Ainda segundo o comandante, a ocorrência não é tratada como um episódio isolado. A Polícia Militar afirma ter recebido diversas denúncias relacionadas a possíveis irregularidades eleitorais e mantém equipes de inteligência atuando durante a reta final da campanha. “Várias denúncias, inclusive desse fato aí. A apuração foram várias ligações”, afirmou o oficial.
Sílvio César disse que o policiamento foi reforçado e que as denúncias recebidas pelos canais da Segurança Pública estão sendo verificadas pelas equipes.
A Polícia Militar também orientou a população a utilizar os canais oficiais para comunicar suspeitas de crimes, inclusive aqueles relacionados às eleições.
A partir da apresentação do suspeito e do material apreendido, a investigação fica sob responsabilidade da Polícia Federal. Caberá à autoridade policial analisar as evidências e determinar se houve, de fato, crime eleitoral.
Em nota, a Coligação Alagoas Gigante repudiou a tentativa de associá-la à compra de votos. "Para a coligação, o caso deve seguir para uma investigação federal para evitar possíveis armações orquestradas para atingir nossa campanha", informou.

