Pela primeira vez, eleitores de todo o Brasil vão votar simultaneamente

O TSE padronizou o período de votação deste ano. Resolução em vigor desde o fim do ano passado diz que todas as seções eleitorais devem obedecer ao horário de Brasília, das 8h às 17h

Esta vai ser a primeira vez em que os eleitores de todos os estados e do Distrito Federal vão votar simultaneamente.

O Tribunal Superior Eleitoral padronizou o período de votação deste ano. Uma resolução em vigor desde o fim do ano passado diz que todas as seções eleitorais devem obedecer ao horário de Brasília, das 8h às 17h. Por isso, em parte do país, a votação vai começar mais cedo.

No Acre e em 11 municípios do Amazonas, as urnas abrem às 6h, no horário local.

No restante do Amazonas, em Rondônia, Roraima e Mato Grosso do Sul, a votação começa às 7h.

Já em Fernando de Noronha, onde o horário é adiantado em relação à Brasília, o processo começa às 9h e vai até 18h, no horário local.

Quando o relógio marcar 17h no dia 2 de outubro em Brasília, a votação estará encerrada no Brasil. É a primeira vez que os eleitores de todo o país vão votar ao mesmo tempo e a partir daí, começa a apuração dos votos, com a divulgação dos resultados para todos os cargos.

“Com a unificação dos horários, o Acre começa a votar 6h e acaba 15h. Ou seja, 17h em Brasília. Então nós conseguimos agora, 17h, além de transmitir os dados, a gente já consegue totalizar os dados e já divulgar os dados a partir das 17h”, explica o secretário de Tecnologia do TER-DF, Andrey Bernardes.

Essa padronização não atinge a votação no exterior, onde os eleitores votam apenas para presidente. São quase 700 mil brasileiros aptos a votar. Fora do Brasil, a votação é de 8h às 17h, no horário local de cada um dos 126 países onde haverá urnas. Em muitos países, os brasileiros já terão terminado de votar antes mesmo do início da votação no Brasil.

O primeiro país será a Nova Zelândia, logo depois a Austrália, onde a Bárbara mora e vota há 16 anos.

“Eu já decidi que a minha vida, eu vou fazer aqui. Mas a gente nunca sabe o dia de amanhã, caso um dia eu volte para o Brasil. E ainda tem as pessoas que eu goto por lá... Então, eu não acho que faz sentido, eu como uma cidadã brasileira ,eu simplesmente deixar esse direito meu de lado apenas porque eu escolhi morar em outro lugar”, conta.