Flávio Bolsonaro anuncia liderança da oposição a Lula e prepara ação contra chapa eleita
Senador afirma que pedirá a cassação dos vencedores e confirma que entregará os passaportes após determinação judicial
Derrotado no segundo turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta segunda-feira (26) que pretende liderar a oposição ao novo governo de Lula (PT). O senador agradeceu aos quase 60 milhões de eleitores que apoiaram sua candidatura e afirmou que continuará defendendo o projeto apresentado durante a campanha.
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Segundo Flávio, a derrota nas urnas não encerra sua atuação política. Ele prometeu exercer uma oposição “firme” ao presidente reeleito e declarou que não deixará de representar os brasileiros que votaram em sua chapa.
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O senador também informou que sua equipe jurídica prepara uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a chapa de Lula e Geraldo Alckmin. A iniciativa deverá alegar abuso de poder político e econômico e pedir a cassação dos eleitos. O eventual acolhimento das acusações dependerá da apresentação de provas e do julgamento da Justiça Eleitoral.
A disputa presidencial já reúne outras ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), inclusive processos apresentados durante a campanha pelas duas chapas. A nova iniciativa anunciada por Flávio ainda deverá ser formalizada e distribuída para análise.


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Flávio também confirmou que foi intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes comum e diplomático e que está proibido de deixar o país. A medida atende a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador afirmou que cumprirá a ordem no prazo estabelecido, mas negou que pretendesse sair do Brasil.
A intimação ocorreu após Flávio visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira. Ao comentar a medida, o senador afirmou que permanecerá no país e que seguirá atuando na oposição.
Lula foi reeleito no domingo (25), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. Partidos que integraram a aliança do candidato do PL reconheceram o resultado, enquanto o senador decidiu manter a contestação no campo judicial.
